CHARME DE ESTRELAS NO 59º FESTIVAL DE BERLIM

Demi, Renée e Michelle se destacam na Alemanha, com Daniela e o marido, Ben Kingsley

Um dos mais badalados eventos do cinema mundial, o Festival de Berlim movimentou a capital alemã, e em seus dez dias de duração reuniu um time estrelado, que em alguns casos desfilou seu charme, e em vários outros alimentou as polêmicas ao atravessar o tapete vermelho.

As estrelas americanas não decepcionaram ao optar pela sobriedade. Demi Moore (46), que levou a Berlim o longa Happy Tears, Renée Zellweger (39), com My One and Only, e Michelle Pfeiffer (50), apresentando Chéri, escolheram looks clássicos tanto para atravessar o tapete vermelho que leva ao Palácio do Festival quanto para comparecer às coletivas de divulgação de seus filmes. Para aplacar o frio, casacos foram muito bemvindos, ainda que o modelo de pele usado por Demi provoque a fúria de alguns – a Peta, organização em defesa dos animais, já apontou a atriz e seu marido, Ashton Kutcher (31), como nomes dos mais cotados a receber o título de celebridade mais mal vestida, pelo uso contínuo de peles. Representando o país anfitrião, as atrizes Nadine Warmuth (26), Julia Jentsch (31) e Hannah Herzsprung (27) – que complementou seu look com bracelete Celtic Dunes, de ouro amarelo, da grife brasileira H.Stern – e até a chanceler alemã, Angela Merkel (54), também fizeram bonito.

O toque exótico ficou por conta do look da eterna musa da new wave, a cantora alemã Nina Hagen (53), pela escolha algo étnica da atriz indiana Aishwarya Rai (35) – que atua em A Pantera Cor-de-Rosa 2 – e por alguns dos modelitos da presidente do júri, a atriz inglesa Tilda Swinton (48).

Enquanto no Palácio do Festival a moda era sóbria, eventos paralelos concentraram o glamour. O ator britânico Ben Kingsley (65) conferiu com a mulher, a brasileira Daniela Lavender (35), no Cinema for Peace, gala beneficente que seleciona e premia filmes com temática focada em direitos e valores humanos. Sir Kingsley, ganhador do Oscar em 1983, por Gandhi, aplaudiu na noite artistas como Leonardo DiCaprio (34), que recebeu o Green Film Award por seu comprometimento com a causa ambiental, e o diretor Gus Van Sant (56), premiado por Milk – A Voz da Igualdade.

No encerramento do festival, no sábado, 14, o júri do evento mostrou que continua atento à produção cinematográfica fora dos grandes centros, e premiou o peruano La Teta Asustada, dirigido por Claudia Llosa (32). “Estou muito feliz. É uma grande honra”, agradeceu a emocionada diretora ao receber o cobiçado Urso de Ouro. Foi o segundo ano consecutivo que um filme latino-americano levou o troféu, já que em 2008 o premiado foi o brasileiro Tropa de Elite, de José Padilha (41).

Completaram a lista dos ganhadores Asghar Farhadi, do Irã, Melhor Diretor por About Elly, Sotigui Kouyaté (72), do Mali, Melhor Ator por London River, e Birgit Minichmayr (31), da Alemanha, Melhor Atriz por Everyone Else. Mais um latino-americano, o filme uruguaio Gigante, dirigido pelo argentino Adrián Biniez, foi laureado três vezes: recebeu o Grande Prêmio do Júri – que dividiu com Everyone Else, de Maren Ade (32), o de Melhor Filme de Diretor Estreante, e o Prêmio Alfred Bauer – compartilhado com o veterano Andrzej Wajda (82), de Tatarak.