Foi numa estela, do latim stela, pedra de basalto apropriada para inscrições, que o rei Hamurábi mandou…
...mandou inscrever o código que leva seu nome, feito na antiga Babilônia, para cifrar, do latim cifra, sinal a ser decifrado, as primeira leis.
Cifrar: de cifra, do árabe sifr, cifra, vazio, zero, pelo latim cifra, formou-se este verbo para designar o ato de tornar presente, comparecer, revelar, pintar, reproduzir mediante símbolos. Cifrar, naturalmente, é referir outra coisa, raramente tendo caráter denotativo apenas. Assim, o boi Ápis dos antigos egípcios era a representação cifrada de uma divindade. O Sol, chamado Ra, designava o deus máximo. Método semelhante é usado nas cartas enigmáticas publicadas em revistas e almanaques. O conceito varia também de acordo com a forma escolhida para cifrar. Os hieróglifos egípcios representavam a água com ondas em movimento e nos ideogramas chineses, em correnteza. Nos glifos astecas e maias ela está contida num recipiente e tem cor azul. Quando se trata de representar a serpente, sua língua é destacada nos pictogramas chineses, astecas e maias. Nos antigos Egito e México, a serpente é representada de perfil e na China, de cima.
Estela: do latim stella, padrão, coluna, pedra quadrada em que os antigos faziam inscrições de feitos militares, de desempenhos em colheita, de nomes de mortos ilustres. Ali eram gravadas também as leis e as homenagens. O rei Hamurábi (1793-1750 a.C.), fundador do primeiro império babilônico, mandou gravar o código de leis que leva seu nome numa estela de basalto. Descoberta entre 1901 e 1902, tornou-se um dos destaques do Museu do Louvre, em Paris.
Ideograma: do francês idéogramme, ideograma, símbolo gráfico que representa um objeto ou uma idéia. É palavra formada com os étimos gregos ide(o), de idea, aparência, forma, e grama, de gramma, sinal gravado, letra, figura. São ideogramas também os hieróglifos do sistema de escrita do antigo Egito, gravados em pedra nos monumentos. O ideograma designa o objeto que representa ou suas respectivas conotações, contendo uma ou mais unidades de sentido. Hieróglifos e ideogramas parecem-se com pictogramas, nos quais a representação da mensagem não tem referência com sua forma linguística. Os pictogramas são, porém, representados como elementos isolados. Assim, um fósforo desenhado na caixa indica seu conteúdo em qualquer língua. Já os ideogramas, que na origem foram antigos pictogramas, pertencem a um sistema linguístico, como é o caso dos hieróglifos egípcios, dos caracteres chineses e dos glifos astecas ou maias.
Pictografia: de picto, do latim pictum, pintado, e grafia, do grego graphé, escrita, pelo latim graphia, sufixo presente em palavras como geografia, biografia, tipografia. A pictografia foi a forma escolhida para as primeiras escritas, de que são exemplos os registros feitos originalmente em escrita cuneiforme pelos antigos sumérios. Depois os caracteres evoluíram para formas mais simples e mais abstratas do que representavam. A invenção dessas escritas deveuse a necessidades práticas: administrar palácios e templos, donde seu caráter sacerdotal; cobrar impostos; registrar cabeças de gado. Com elas nasceram a escola, o livro, a literatura e os códigos de leis.
Rodoanel: de rodo, redução de rodovia, neologismo criado pelo presidente Washington Luís (1870-1957), que estava na presidência da República na crise de 1929, talvez a partir de via e rodar, palavras vindas do latim via, caminho, estrada, e rotare, rodar, percorrer; e anel, do latim anellum, diminutivo de anulus, já diminutivo de anus, círculo. Ele adotou o lema “Governar é abrir estradas”. Rodoanel designa rodovia de forma circular que rodeia as grandes cidades.
Suspender: do latim suspendere, formado de sub, embaixo, e pendere, levantar. O sentido mais corrente é suspender, interromper, ao contrário do significado original, que era pendurar, como eram penduradas também algumas balanças. O juiz Rômolo Russo Júnior, atendendo à ação popular movida pelo vestibulando de Direito e de Informática César Augusto Coelho Machado (20), suspendeu a cobrança de pedágio em 13 praças do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo. Uma lei de 1953 proíbe pedágios num raio inferior a 35 quilômetros da Praça da Sé, considerado o marco zero da capital paulista. O desembargador Antonio Carlos Munhoz Soares suspendeu a liminar, e o pedágio voltou a ser cobrado. O povo, desconhecendo essas complexidades da Justiça, não entende como é que um juiz determina uma coisa e outro, o contrário.