ZOOM BY G.RAVACHE: Rehab vip…

O que Britney Spears, Ozzy Osbourne, Robert Downey Jr., Ben Affleck, Charlie Sheen e Mike Tyson têm em comum? Além do fato de serem celebridades, todos já estiveram internados em clínicas para tratamento de dependentes químicos.
Artistas em programas de reabilitação não são fato novo. Há 25 anos, Elizabeth Taylor se internou na clínica Betty Ford Center, nos Estados Unidos, para tratar sua dependência de analgésicos e álcool. O que mudou (e muito) dos tempos de Elizabeth para os dias atuais foi o tipo de tratamento recebido por famosos e dependentes químicos com dinheiro suficiente para entrar nas clínicas mais caras aos arredores de Hollywood.
Quando ficou internada na Betty Ford Center, Liz era tratada como uma paciente qualquer. Fazia suas refeições com outros internos, dividia o quarto com outro paciente, usava um telefone público da clínica e, inclusive, tinha de arrumar a própria cama e fazer a faxina do quarto. Se comparada à das clínicas para celebridades de hoje, Elizabeth levava a vida de uma presidiária.
R$ 200 mil
Com mensalidades que podem chegar a R$ 200 mil por mês, clínicas como a Wonderland Center e Promises, em Los Angeles, mais parecem clubes do que centros de reabilitação. Nas páginas dessas instituições na internet, há fotos de piscinas e paisagens paradisíacas com praias ao fundo. Pacientes podem usar telefone celular, computador e alguns inclusive recebem autorização para sair da clínica. Atores comparecem às filmagens e cantores viajam em suas turnês, por exemplo. Ainda é possível ir ao shopping para fazer compras. Levar o animal de estimação também é permitido.
A idéia, dizem os donos das clínicas, é seduzir o paciente para que ele aceite o tratamento e não uma punição. Para isso, há chefs que preparam requintados pratos, massagistas, aulas de ioga, meditação, além de terapias em grupo, musicoterapia e tratamentos no qual o paciente monta a cavalo (há ainda pôneis para os menos corajosos).
Lindsay Lohan e Britney Spears
Há quem questione a eficiência desses métodos “leves” de tratamento, inclusive ex-internos. Lindsay Lohan reclamou que na clínica Wonderland, não foi tratada com a “severidade” que seu caso merecia. Por outro lado, parece que as celebridades não gostam de clínicas à moda antiga. Segundo o site TMZ, quando Lindsay estava internada em uma clínica mais linha dura e obrigaram a estrela a limpar o banheiro, como vingança ela fez sexo com outro paciente no banheiro que deveria limpar. E fez de maneira tão indiscreta que causou tanto alvoroço na clínica que os funcionários tiveram que “interromper” a relação.
Britney Spears é outro caso. No início de 2007, após um Réveillon em que teve um colapso, atendendo a apelos da família, a cantora se internou na clínica do músico Eric Clapton (ele é ex-dependente). A Crossroads fica em Antígua, mas mesmo assim, no dia seguinte, Britney pediu para sair da clínica e embarcou em um avião de volta para os Estados Unidos. Apenas na terceira tentativa de internação, dessa vez na badalada Promises, Britney conseguiu concluir seu tratamento de um mês.
Não há números oficiais para medir a eficiência de clínicas de reabilitação, mas as taxas de reincidência de dependentes químicos são altas, de 60% a 90%, dependendo do tipo de pesquisa. E nesse caso, não faz diferença ser uma celebridade ou anônimo. E você, o que pensa: um tratamento diferenciado para artistas funciona? Comente. Mande sua opinião para [email protected].