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Aos 51 anos, atriz revela como transforma o humor em sua maior arma contra o preconceito

Conheça a história da atriz que, ao completar 51 anos, mostra como a comédia é sua principal ferramenta para combater o racismo

Foto: Instagram

Uma das figuras mais populares da televisão e do cinema completou 51 anos nesta semana. A artista enfrentou recentemente um problema de saúde. O episódio exigiu uma pausa em sua agenda de trabalho, justamente em um período em que ela celebra sua permanência e consolidação no topo da indústria do entretenimento.

O contratempo ocorreu em março de 2026, durante os trabalhos no set do filme Os Farofeiros 3. Ela sofreu uma perda temporária da visão no olho direito após utilizar uma pomada para fixar e modelar tranças no cabelo. Em suas redes sociais, a atriz fez um relato direto aos seguidores, descrevendo o desespero ao acordar de madrugada. “Usei uma pomada ontem e hoje de madrugada acordei com muita dor, uma dor insuportável, que me fazia chorar. Não conseguia abrir o olho”, explicou. Abalada, ela alertou o público para evitar o produto. Sua assessoria de imprensa publicou uma nota confirmando o diagnóstico de reação alérgica grave, que também alterou a coloração da região ocular esquerda, reforçando que o quadro exige repouso médico integral.

Mas quem conhece a história da menina nascida na Baixada Fluminense sabe que limites sempre foram feitos para ser superados. Ela precisou aguardar até os 30 anos para iniciar seus estudos no teatro. Depois, enfrentou a seletividade de um mercado restrito até o ano de 2012, quando o Brasil parou para acompanhar sua interpretação marcante da personagem Zezé, na telenovela Avenida Brasil. Hoje, a dona dessa história de superação e estrela principal de sucessos como o programa Vai que Cola atende pelo nome de Cacau Protásio.

O palco como espaço de denúncia

O susto com a saúde coincide com a chegada aos 51 anos, um marco que representa muito mais do que longevidade profissional. A carreira de Cacau Protásio é o registro vivo da importância de manter mulheres negras e periféricas no protagonismo da TV. Sua presença nesses espaços se deve ao mérito técnico de seu trabalho, focado majoritariamente na comédia, um gênero que ela utiliza com um propósito claro. A própria artista costuma se definir para a imprensa como uma “médica do sorriso”, pois entende que o riso tem a função social de gerar alívio imediato e conexão com as pessoas comuns.

No entanto, fazer rir nunca anulou seu senso crítico. O trabalho focado no humor se tornou o principal veículo para o seu posicionamento contra preconceitos enraizados na sociedade e no próprio meio artístico.

Cacau Protásio realizou tratamento para engravidar antes de receber diagnóstico
Cacau Protásio – Fotos: Janderson Pires

Rir para conscientizar

Cacau se tornou uma voz fundamental na denúncia do racismo estrutural e da gordofobia dentro da indústria do audiovisual. Em vez de discursos distantes ou jargões complexos, ela usa a identificação do público com seus personagens para propor reflexões. É a união exata entre o seu ofício e a sua luta. Ela entende que a comédia desarma o espectador, abrindo caminho para mensagens importantes.

Ao analisar a intersecção entre o combate à discriminação e o seu trabalho de atuação, durante uma entrevista concedida à Band TV, a atriz explicou de forma simples como enxerga essa dinâmica de conscientização diária:

“Eu sempre procuro chamar a atenção das pessoas com humor, com graça, para ver se elas se ligam. As pessoas têm que nos respeitar porque esse mundo é nosso também, a gente está onde tem que estar”, resumiu a artista à emissora.

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GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises