Lembra delas? Gêmeas que marcaram a TV largam tudo e acumulam R$ 5,7 bilhões
Após brilharem na TV nos anos 90, estas irmãs decidiram viver no anonimato e construíram uma fortuna no mercado de luxo; descubra quem são

Elas cresceram sob os olhares do mundo inteiro. Antes mesmo de aprenderem a falar, já dividiam o papel principal de uma das séries de comédia mais assistidas da televisão. Fizeram filmes, lançaram produtos e construíram uma produtora milionária enquanto ainda eram crianças. No entanto, na transição para a vida adulta, decidiram que a rotina em frente às câmeras não era mais uma opção viável. Trocaram os roteiros de Hollywood pelas planilhas de negócios e pela confecção de roupas.
A transição não ocorreu sem motivos. Crescer com a mídia analisando cada passo gerou consequências reais. Um episódio que ilustra essa pressão ocorreu em 2004, quando a apresentadora Oprah Winfrey perguntou diretamente a uma delas na televisão: “Qual é o tamanho que vocês vestem?”. A jovem respondeu, de forma polida, que ter a aparência analisada “faz parte do trabalho“. Mas, nos bastidores, a situação era mais complexa. No mesmo ano, a mídia noticiou internações em clínicas de reabilitação. Ao completarem 18 anos, deram um grito de independência: assumiram o controle da própria fortuna, se mudaram para Nova York para entrar na faculdade e buscaram distância do escrutínio público.
Hoje, aos 39 anos, essas ex-estrelas mirins comandam um império de forma anônima. Se você pensou nas irmãs que deixaram a personagem Michelle Tanner no passado, acertou. Estamos falando de Mary-Kate e Ashley Olsen. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, as duas conseguiram reverter o histórico de problemas que costuma assombrar estrelas infantis. Elas se consolidaram como duas das mulheres mais ricas da indústria da moda, enquanto deixam o legado da atuação na família focado na irmã mais nova, Elizabeth Olsen.

O império de um bilhão de dólares
O grande marco dessa mudança de vida foi a criação da grife The Row, em 2006. O negócio começou focado em peças de vestuário simples, porém bem executadas, como uma camiseta e um vestido. A ideia deu certo no mercado de luxo. A marca cresceu, abriu lojas físicas em cidades como Nova York, Paris e Londres, e hoje vende seus produtos para mais de 30 países.
Ao longo dos anos, elas também administraram outras marcas, como a Elizabeth and James e a Olsenboye, além de firmarem compromissos por melhores condições de trabalho para operários têxteis em Bangladesh. Recentemente, a família que controla a marca Chanel comprou uma participação na empresa principal das irmãs. Com isso, a The Row passou a ser avaliada em 1 bilhão de dólares (cerca de 5,7 bilhões de reais), mantendo as duas fundadoras como acionistas majoritárias. Todo esse trabalho também rendeu prêmios do conselho de moda dos Estados Unidos, que já as elegeu como as melhores estilistas de moda feminina do país.
Distância das telas e das redes
A recusa em voltar para a televisão é uma decisão final. Quando a continuação da série que as lançou foi produzida em 2016, elas não aceitaram o convite para atuar. O foco permaneceu exclusivamente na gestão de seus negócios.
Essa necessidade de privacidade se aplica também à vida pessoal. Mary-Kate foi casada com o empresário francês Olivier Sarkozy, em um relacionamento que terminou em 2020 de forma discreta. Ashley, por sua vez, se casou e teve um filho em 2023, mantendo a gestação em segredo até mesmo de amigos próximos, conforme reportou a imprensa americana na época.
Redes sociais também estão fora de cogitação na rotina das empresárias. Todos os perfis com o nome delas na internet são falsos ou administrados por fãs. Como Ashley resumiu de forma direta em entrevista à revista Porter, em 2017: “Não mergulhamos nesse mundo. Estamos bem protegidas”. E assim, elas seguem faturando alto, trabalhando muito, mas longe da superexposição.
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