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Aos 44 anos, Cíntia Chagas rejeita rótulo: ‘Talvez seja esse o segredo do meu sucesso’

Cíntia Chagas estreia quadro no 'Domingo Espetacular'; em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a famosa reflete sobre carreira

Cíntia Chagas - Fotos: Jana Vieras/Divulgação
Cíntia Chagas - Fotos: Jana Vieras/Divulgação

Com um público fiel nas redes sociais e uma legião de seguidores que acompanham suas reflexões sobre comunicação e comportamento, Cíntia Chagas (44) transformou a língua portuguesa em parte da própria identidade pública. Mesmo sendo dona de uma presença marcante nos ambientes digitais, ela rejeito o rótulo de influenciadora digital: “Talvez seja esse o segredo do meu sucesso, não é mesmo?”.

Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Cíntia Chagas revela novos projetos, confessa ao falar de inspiração para outras mulheres e avalia sua presença nas redes sociais.

“Eu ainda tenho um pé atrás com o rótulo de ‘influenciadora digital’, porque, a meu ver, sugere uma ideia de alguém que dita caminhos ou comportamentos. Não me vejo nisso, pois o que faço é produzir conteúdo a partir do que me rodeia. É claro que os vídeos de português tiveram — e ainda têm — um papel importante nessa trajetória. Vieram à frente, pioneiros, guiaram-me para o hoje. Mas, com o tempo, fui sentindo necessidade de ampliar esse espaço, de trazer outros aspectos do que me interessa e do que eu sou. Assim defino-me como uma comunicadora. Nunca quis influenciar absolutamente ninguém por compreender que se poderia tratar de uma arapuca autocriada. Colocar-me-iam em um molde, como um modelo a ser seguido. Essa pretensão, nunca a tive. Aliás, talvez seja esse o segredo do meu sucesso, não é mesmo?”, declara.

Cíntia Chagas - Fotos: Jana Vieras/Divulgação
Cíntia Chagas – Fotos: Jana Vieras/Divulgação

Abaixo, confira trechos editados da entrevista exclusiva de Cíntia Chagas à CARAS Brasil.


Mergulhar em dois livros com linguagens e sensibilidades tão diferentes despertou o quê no seu processo de escrita?

– Foi uma experiência intensa, devotada, muito desafiadora (de verdade), e, ao mesmo tempo, muito reveladora. Criar ‘A Dor Comum’, ao lado da Manuela D’Ávila, colocou-me num lugar de escuta, de análise e de responsabilidade com temas reais e coletivos, que perpassam a vida de muitas pessoas, especialmente as mulheres. É um tipo de escrita que exige cuidado, compromisso e certa contenção, porque estamos lidando com dores concretas, com reflexão política, social e emocional. Já ‘Sexo, Amor e Hipérboles’ nasce de um outro impulso — mais livre, mais provocativo, até mais íntimo. Um epifania. A ficção erótica permite-me exagerar, brincar com a linguagem, explorar desejos e contradições sem a obrigação de responder ao real de forma direta. É quase um alívio… Eu diria que se tratou de um descanso. Fez-me muito bem.

Muitas mulheres se inspiração em você. Perce isso? Como recebe este feedback?

– Claro que vejo. Como não? Sem modéstia! Esse retorno chega a mim de muitas formas: mensagens, comentários, relatos virtuais muito íntimos, depoimentos nas minhas palestras… Isso aumenta a minha responsabilidade e a minha vontade de continuar. A frase que mais ouço é: “Aprendi com você que falar corretamente é chiquíssimo!”. De um modo muito espontâneo, eu glamorizei (sim, esse verbo já foi dicionarizado, glamorizar) a língua portuguesa. Ah, e eu não posso deixar de questionar: pra que falar “feedback” se podemos falar retorno? Diga para mim (risos)

O que te levou a dar esse passo em direção a temas mais íntimos?

– Honestamente?! Foi num impulso. As minhas ideias vêm assim, no desejo, no impulso. Claro, após o impulso, eu analiso, dialogo com amigos específicos e dou corpo à ideia. 

Como define sua trajetória profissional nas redes sociais?

– Estou no Instagram há onze anos. Quando comecei, não havia profissionalismo na área. Tive de desbravar esse mundo virtual. Errar, aprender, recomeçar, acertar. Durante muito tempo, deixei-me levar pela lógica do engajamento. Como eu nunca deixei ninguém (refiro-me às equipes de vendas dos meus cursos virtuais) opinar sobre os conteúdos que eu divulgava no Instagram, percebo que a minha evolução como ser humano se manifestou nas minhas publicações. Já me deixei levar pela vaidade das métricas; hoje, entretanto, priorizo a qualidade.

O que o público pode esperar do quadro ‘Calma, Que Eu Explico’? O que muda quando o desafio é deixar de falar de língua portuguesa para internet e ir à TV?

– Muda muito. Diferentes situações. Destaco, porém, o alcance e a diversidade do público. Na televisão, especialmente em um programa como o Domingo Espetacular, você fala com pessoas de idades, de repertórios e de interesses muito diferentes ao mesmo tempo. Isso exige uma comunicação ainda mais clara, acessível e, ao mesmo tempo, cuidadosa para não simplificar demais. Outra questão é que a tevê tem um peso muito grande, uma credibilidade construída ao longo do tempo. Isso me faz pensar ainda mais na forma como eu explico, nos exemplos que escolho, no impacto que aquilo pode ter.

Cíntia Chagas - Fotos: Jana Vieras/Divulgação
Cíntia Chagas – Fotos: Jana Vieras/Divulgação

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Felipe França é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero (FCL). É repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens pela Coluna Flávio Ricco, no R7, e pela TV Gazeta. Possui paixão pelo universo da televisão, novelas e celebridades. Gosta da arte de ouvir histórias e pessoas.