Gabriella Di Grecco faz reflexão sobre sustentabilidade
Após um tempo em Noronha, a atriz Gabriella Di Grecco abre o coração ao falar sobre a luta pela preservação e o futuro sustentável

A atriz Gabriella Di Grecco, conhecida por seu papel em Além do Tempo, da TV Globo, fez uma reflexão sobre sustentabilidade. Além de artista, ela também é formada em ciências ambientais e, recentemente, esteve em Fernando de Noronha a trabalho.
A especialista destacou que um futuro sustentável tem início a partir da conscientização. “O que nos falta, essencialmente, é transformar a consciência ambiental em cultura, e não apenas em reação. A preservação ainda funciona como um alarme, acionado quando a crise ambiental é visível na televisão. Precisamos fazer com que isso se torne uma prioridade diária, uma parte integral da nossa vida”, refletiu a atriz.
“Falta entendermos que não existe economia forte, turismo sustentável, saúde pública ou segurança alimentar sem ecossistemas funcionando plenamente. A consciência ambiental só vai se tornar natural quando o Brasil perceber que preservar não é um custo — é o próprio caminho para existir no futuro”, completou Gabriella.
O futuro sustentável
Com o olhar profissional em meio ao Patrimônio Natural da Humanidade, de acordo com a UNESCO, Gabriella destacou o lado científico da sustentabilidade. A ilha é repleta de iniciativas e políticas que visam conscientizar a população e promover o avanço da sustentabilidade. Algumas delas se tornaram conhecidas ao redor do Brasil e têm se popularizado cada vez mais, como o programa Plástico Zero e as metas de descarbonização.
“O modelo de preservação de Fernando de Noronha pode, sim, inspirar políticas de preservação ambiental para ecossistemas brasileiros. O que Noronha tem de muito especial é uma combinação rara: uma governança ambiental forte, um controle rigoroso sobre o uso do território e uma consciência coletiva da população de que a preservação é o que garante a sobrevivência da própria ilha”, contou a tecnóloga.
Ela revelou que, apesar da importância das técnicas de sustentabilidade de Noronha, muitas vezes, estas precisam ser adaptadas ou repensadas antes de inseri-las em outros locais do Brasil.
“Para o Pantanal, e para outros biomas brasileiros, o que precisamos é adaptar os princípios, como limites claros de uso, fortalecimento da ciência e participação comunitária, à realidade social, cultural e econômica de cada lugar. A inspiração está ali, mas a aplicação exige vontade política e uma visão de longo prazo”, explicou a especialista.
A trajetória de Gabriella em Fernando de Noronha
Apesar de ter ido a Noronha com um propósito profissional, a artista aproveitou para explorar as belezas naturais do arquipélago. Ela revelou que se encantou pelo bioma local e achou difícil não compará-lo com o pantanal, sua especialidade.
“A oportunidade de conhecer Fernando de Noronha me fez enxergar de perto o que é esse sistema ecológico sofisticado, comparável, ainda que muito diferente, ao Bioma do Pantanal Matogrossense, onde me especializei”, comentou a famosa. “Nos dois casos, a paisagem só se sustenta quando entendida como um conjunto de processos interdependentes. E é justamente essa visão sistêmica que guia a minha percepção”, completou ela.
Ela também afirmou que, devido a quantidade de espécies existentes no ecossistema do arquipélago, os impactos no local são muito mais evidentes. “Qualquer alteração, mesmo pequena, reverbera no sistema inteiro, um conceito que vejo diariamente no Pantanal, mas que, em Noronha, aparece de forma ainda mais evidente porque tudo está restrito às limitações territoriais e à escala reduzida de uma ilha”, disse a famosa.
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