A segunda internação de Galvão Bueno preocupa? Médico alerta

Galvão Bueno foi internado novamente após se sentir mal na véspera de Natal; à CARAS Brasil, médico explica a condição

A segunda internação de Galvão Bueno preocupa? 'Risco aumentado', diz médico
Galvão Bueno - Foto: Globo/ Manoella Mello

Na manhã dessa quinta-feira, 25 de dezembro, o narrador esportivo Galvão Bueno foi internado no Hospital Santa Casa de Londrina, no Paraná. Leticia Bueno, filha do comunicador e CEO do Grupo Galvão Bueno, explicou que o pai começou a se sentir mal na véspera de Natal. Por isso, está em observação e realizando exames médicos.

Galvão Bueno foi a Londrina para passar o Natal. Segundo Letícia Bueno, seu estado de saúde não é preocupante. No entanto, devido a um episódio recente de pneumonia, os médicos optaram por interná-lo para exames e monitoramento. “Sabemos que não é nada grave, ele está bem, está só no hospital por comodidade fazendo os exames”.

Episódio recente de pneumonia

Ainda que a causa da segunda internação do narrador ainda não tenha sido divulgada e como ele teve pneumonia há pouco tempo, a CARAS Brasil consultou o médico Dr. Raphael Boesche Guimarães, cardiologista, para entender se a doença preocupa.

Segundo o especialista, quadros de pneumonia em idosos sempre acendem um alerta.

“Pacientes acima dos 60 anos têm um risco aumentado de complicações, porque o sistema imunológico já não responde da mesma forma e o pulmão perde capacidade com a idade. Mesmo quando a infecção é viral, como no caso do Galvão, é fundamental acompanhar de perto e tratar rapidamente para evitar agravamentos”.

Porém, o Dr. Raphael explica que há formas eficazes de reduzir o risco de episódios como esse. Vacinas como a da influenza e a pneumocócica, por exemplo, são essenciais para pessoas mais velhas.

“Elas diminuem muito a chance de infecções graves e hospitalizações por pneumonia. Muita gente não sabe, mas pacientes com problemas cardíacos também têm indicação especial para essas vacinas”.

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Tratamento

A reabilitação faz parte do processo para que o paciente volte ao ritmo normal. “Após a fase aguda, a fisioterapia respiratória ajuda a recuperar a força dos pulmões e evitar sequelas, principalmente em idosos. Exercícios leves, orientação médica contínua e acompanhamento regular fazem toda a diferença na recuperação”.

A prevenção, segundo o médico, é uma das principais estratégias para manter a saúde estável após os 60 anos.

Por fim, o Dr. Raphael afirma que o histórico de outras condições cardíacas ou respiratórias também pode influenciar na evolução do quadro. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo pneumologia, cardiologia e fisioterapia, costuma fazer parte da rotina de internação.

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Dr. Raphael Boesche Guimarães (CRM: 33565) é médico cardiologista, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Passo Fundo (2009), concluiu residência em Clínica Médica pela UFCSPA (2012) e em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (2014), onde também obteve o título de mestre na área (2017) e atualmente cursa doutorado. Atua como pesquisador clínico em estudos internacionais e como médico intensivista no Instituto de Cardiologia do RS. É preceptor da residência médica em Cardiologia, além de integrar comissões científicas e ter vasta produção acadêmica publicada em periódicos nacionais e internacionais.