Bem-estar e Saúde / O QUE CELINE DION TEM?

Médico alerta para diagnóstico raro de cantora milionária: ‘Não possui cura definitiva’

Cantora milionária revelou o diagnóstico de uma síndrome rara e incurável. A famosa também deu detalhes de como é sua rotina convivendo com a doença

Céline Dion convive com a síndrome da pessoa rígida - Foto: Denise Truscello/Reprodução/Instagram @celinedion
Céline Dion convive com a síndrome da pessoa rígida - Foto: Denise Truscello/Reprodução/Instagram @celinedion

No ano de 2022, Céline Dion tornou pública a informação de que convive com a síndrome da pessoa rígida (SPR), uma doença rara e crônica, ou seja, sem cura definitiva. A artista é uma das mais bem pagas e tem patrimônio líquido estimado em centenas de milhões de dólares, cerca de US$ 570 milhões, segundo dados da Forbes divulgados em 2025.

Céline Dion falou da síndrome da pessoa rígida

Em entrevista ao Today Show, Céline Dion revelou que os espasmos provocados pela doença a impedem de mudar de tom e controlar sua voz enquanto canta. “É como se alguém estivesse te estrangulando, é como se alguém empurrasse suas cordas vocais”, disse.

No ano de 2024, a artista lançou o documentário Eu Sou: Céline Dion, que aborda sua rotina convivendo com a SPR e suas complicações. Além do projeto, ela também já falou sobre o diagnóstico em diversas entrevistas.

Céline Dion
Céline Dion convive com a síndrome da pessoa rígida – Getty Images

Opinião do médico neurocirurgião

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Guilherme Rossoni, neurocirurgião formado em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e com residência médica em Neurocirurgia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

O médico informa que a síndrome é uma doença neurológica autoimune, ou seja, o que deveria defender o corpo se confunde e ataca células e tecidos saudáveis do sistema nervoso (cérebro, nervos e medula espinhal).

“Esses ‘ataques’ ocorrem no sistema nervoso que controla a coordenação e o relaxamento muscular e faz com que os músculos fiquem tensos o tempo todo, como se o corpo estivesse sempre em estado de alerta”, declara.

Quais os sinais?

Os sinais mais comuns são:

  • Dificuldade pra relaxar os músculos;
  • Rigidez forte e intensa;
  • Espasmos que causam dor;
  • Travamento do tronco e das pernas que pioram em algumas situações como susto, estresse, ansiedade.

“Alguns pacientes relatam que caminham e sentem o corpo mais duros, costumam ter quedas com frequência e sentem que o corpo não ‘desliga’”, esclarece o Dr. Guilherme Rossoni.

Dados que chamam a atenção

A síndrome da pessoa rígida acomete uma em um milhão de pessoas e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge principalmente indivíduos entre os 40 e 60 anos.

“Ela é considerada rara, atinge poucas pessoas no mundo e nenhum estudo conseguiu comprovar e esclarecer sua causa. Assim como a maioria das doenças autoimunes ela também não possui cura definitiva uma vez que não conseguimos ‘desligar’ de maneira permanente esses ataques ao sistema. Mas, vale lembrar que existe tratamento que controla bem os sintomas e ajudam a melhorar a qualidade de vida”, reforça o Dr. Guilherme Rossoni.

Saiba mais sobre o tratamento

O Dr. Guilherme Rossoni aponta que o tratamento é realizado com medicações para ajudar a relaxar a musculatura, reduzir esses espamos e modular o sistema imunológico.

“Em alguns casos, é possível utilizar a imunoterapia como, por exemplo, corticoides ou imunoglobulina. Além de fisioterapia que é muito importante pra manter a mobilidade e reduzir essa rigidez do corpo. Se bem acompanhado por uma equipe multidisciplinar, a pessoa coma doença tem melhora significativa do quadro”, finaliza ao analisar casos como da cantora Céline Dion.

Leia mais: Médico explica síndrome de Céline Dion: ‘Doença neurológica rara’

CONFIRA UMA PUBLICAÇÃO RECENTE DA CANTORA CÉLINE DION NAS REDES SOCIAIS:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Céline Dion (@celinedion)

Dr. Guilherme Rossoni é neurocirurgião (CRM-SP 161-136 • CRM-ES 11.625 • CRM-RJ 52.0115109-6) com atuação no tratamento de doenças da coluna vertebral e dor crônica. É formado em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e concluiu residência médica em Neurocirurgia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. É membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e possui formações complementares em cirurgia minimamente invasiva da coluna, cirurgia endoscópica e técnicas avançadas de centros como o IRCAD e o World Spine Center. Atende em clínicas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.