Cantora gospel revelou que ficou sem andar após metástase de câncer; o que dizem os especialistas?
Após 120 dias sem andar, a cantora gospel Camila Campos falou sobre câncer e metástases; médico oncologista explica

Na última terça-feira, 18 de novembro, Camila Campos usou suas redes sociais para falar sobre seu diagnóstico de câncer de mama. A cantora gospel foi diagnosticada com a doença em 2024, quando estava na final da sua segunda gravidez.
Agora, cerca de 10 meses após revelar a cura, Camila contou que passou um período sem conseguir andar devido à doença. Segundo a esposa do ex-jogador de futebol Léo Zagueiro, as dores intensas a deixaram sem movimentos por 120 dias.
“O CA [câncer] deu metástase nos ossos e destruiu minha coluna com lesões tumorais. Perdi os movimentos de tanta dor! Fiz sessões de radioterapia para ajudar, e Deus foi me curando! Hoje graças a Deus [estou] andando, aleluia! Foram 120 dias totais sem andar”, explicou a cantora gospel.
Ao ser questionada por um internauta se chegou a ficar em cuidados paliativos, Camila Campos contou que não foi necessário, uma vez que os tumores desapareceram. “Todas as metástases sumiram. Milagre que Deus fez”.
Sinais da metástase
Em conversa com a CARAS Brasil, o médico oncologista Dr. Jorge Abissamra explicou quais são os sinais de alerta de que um câncer pode ter se espalhado e como eles são detectados precocemente.
“A suspeita de metástase depende do órgão-alvo, mas existem sinais gerais”, disse o médico.
Segundo o especialista, os principais sinais incluem:
- Perda de peso não explicada;
- Dor persistente, especialmente dor óssea que piora à noite ou em repouso;
- Fadiga acentuada;
- Tosse persistente, falta de ar ou dor torácica (metástase pulmonar);
- Alterações neurológicas: dor lombar com irradiação, fraqueza, alteração de marcha, formigamentos (metástase em coluna);
- Icterícia, dor abdominal ou aumento do fígado (metástase hepática);
- Dor de cabeça nova e progressiva, vômitos matinais (metástase cerebral);
- Nódulos subcutâneos ou aumento de linfonodos.
“Em oncologia moderna o rastreio precoce depende de três pilares: estudos de imagem, marcadores tumorais e avaliação clínica estruturada. Consultas periódicas, questionários de dor, avaliação funcional e exame físico orientam investigação precoce”.
“Mesmo quando as metástases ósseas “somem” na imagem, muitas vezes há cicatriz esclerótica residual, que é interpretada como resposta completa. O caso da Camila Campos representa um cenário possível, mas não é o mais comum — embora aconteça em tumores sensíveis como mama”, completou.
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