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Médica alerta após caso de Fátima Bernardes: ‘Um dos cânceres ginecológicos mais comuns’

Fátima Bernardes deu detalhes de um diagnóstico e sua batalha contra o câncer; em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Ana Paula Fonseca avalia o caso

Fátima Bernardes
Em 2020, Fátima Bernardes recebeu o diagnóstico de câncer no endometrio e hoje está curada e recuperada - Foto: Globo / Leo Rosario

A apresentadora Fátima Bernardes revelou os detalhes de como descobriu o câncer no endométrio, que é a parede que reveste o útero. O diagnóstico foi feito em 2020 e ela passou por cirurgia rapidamente para remover o tumor. Atualmente, recuperada e curada, durante entrevista para a revista Veja, a jornalista relembrou como descobriu a doença.

“Recebi o diagnóstico de câncer do endométrio numa quinta e, no domingo, operei. Felizmente, estava no início e não precisei de rádio nem químio. O susto me fez repensar a vida”, disse Fátima Bernardes em entrevista à Veja em 2024.

O que diz a médica ginecologista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista e especialista no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Segundo a médica, é importante reforçar que quando uma pessoa se refere ao câncer de útero pode estar se referindo aos mais comuns: câncer de endométrio — este que afetou a jornalista Fátima Bernardes — e ao câncer de colo do útero.

“O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero. É um tumor que começa quando essas células do endométrio começam a se multiplicar de forma desordenada”, declara.

Quais os sinais?

Os principais sintomas costumam ser:

  • Sangramento vaginal anormal, pode ser um sangramento fora do período menstrual;
  • Fluxo muito irregular;
  • No caso das mulheres que já estão na menopausa, qualquer sangramento depois que a menstruação já parou é um sinal de alerta~;
  • Também podem aparecer dor pélvica;
  • Corrimento diferente;
  • Até sangramento durante as relações

Dados que chamam a atenção

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de corpo do útero ou câncer de endométrio é o 7º mais incidente entre as mulheres e tem como estimativa 7.840 novos casos para cada ano deste triênio (2023-2025). A Dra. Ana Paula Fonseca explica.

“O câncer uterino, em especial o de endométrio é um dos cânceres ginecológicos mais comuns, principalmente em mulheres após os 50 anos. Fatores como obesidade, alterações hormonais, histórico familiar e uso prolongado de estrogênio sem progesterona aumentam o risco. Mas é um câncer que, quando identificado cedo, costuma ter bons resultados de tratamento”, diz a Dra. Ana Paula Fonseca.

Saiba mais sobre o tratamento

A Dra. Ana Paula Fonseca esclarece ser imporante reforçar que o tratamento depende muito de cada caso e precisa de uma avaliação com um médico especialista, porém as alternativas são a cirurgia para retirar o útero, e muitas vezes também os ovários e as trompas.

“Dependendo do estágio da doença, podemos complementar com radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal. A escolha depende de cada caso, dos exames e do estágio do tumor. O importante é sempre investigar cedo, porque quanto antes tratamos, melhores são as chances de cura”, finaliza a médica ao analisar casos como da apresentadora.

Leia mais: Fátima Bernardes revela detalhes de como descobriu o câncer

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Ana Paula Fonseca (CRM-PA 9027 | RQE 3929) é médica ginecologista e obstetra com sólida atuação em saúde de adolescentes e mulheres. Graduada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2007, concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por 11 anos. Com ampla experiência em instituições renomadas como Unimed Belém, Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, e Hospital Adventista de Belém, a Dra. Ana Paula é referência no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres em um atendimento acolhedor e humanizado. Além da prática clínica, também se dedica ao ensino médico no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).