Médico sobre câncer que atingiu Heloisa Périssé: ‘Os principais sintomas que levantam suspeita são…’
Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica sobre um câncer e alerta para os sintomas após o caso da atriz Heloisa Périssé

A atriz Heloisa Périssé enfrentou um câncer nas glândulas salivares em meados do ano de 2019. Atualmente, a artista está totalmente recuperada e curada, mas ela deu detalhes como foi sua batalha contra a doença. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista.
“Ano passado foram cinco anos da minha cura. Muito obrigada, Senhor! Não canso de agradecer o tempo inteiro. Acho que Deus até já está meio cansado: ‘Minha filha, já ouvi’. Não canso de agradecer”, disse Heloisa Périssé durante participação no Altas Horas, no mês de março.
Opinião de um médico oncologista
Segundo o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, o câncer de glândulas salivares é um tipo de tumor que se origina nas glândulas responsáveis por produzir a saliva, líquido que lubrifica a boca e ajuda na digestão.
As principais glândulas são:
- Parótidas (as maiores, na frente das orelhas);
- Submandibulares (embaixo da mandíbula);
- Sublinguais (embaixo da língua); e diversas glândulas salivares menores distribuídas na mucosa da boca e garganta.
“Esses tumores podem ser benignos (como o adenoma pleomórfico) ou malignos, quando as células passam a crescer de forma descontrolada e podem invadir tecidos vizinhos ou se espalhar (metástase)”, declara.
Quais os sinais?
Qual o tratamento?
O tratamento depende do tipo histológico (existem dezenas, como carcinoma mucoepidermoide, adenocarcinoma, carcinoma adenoide cístico etc.) e do estádio da doença, mas geralmente envolve:
- “Cirurgia: é o tratamento principal, com retirada completa da glândula afetada e, se necessário, dos linfonodos próximos”;
- “Radioterapia: indicada após a cirurgia em casos de tumores agressivos, margens comprometidas ou linfonodos positivos”;
- “Quimioterapia ou terapias-alvo: reservadas para casos metastáticos ou recidivados, quando a cirurgia e a radioterapia já não são possíveis”.
“O prognóstico costuma ser bom nos tumores de baixo grau e nas lesões pequenas operáveis, mas mais reservado nos tipos de alto grau ou nos casos diagnosticados tardiamente”, finaliza o oncologista ao analisar casos como da atriz.
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