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No ar em Êta Mundo Melhor, Maria Carol Rebello fala sobre a novela: ‘Minha personagem favorita’

Maria Carol Rebello conversou com a CARAS Brasil e falou sobre sua personagem, Olga; a atriz também contou que está fazendo um documentário independente onde narra sua vida e sua arte

No ar em Êta Mundo Melhor, Maria Carol Rebello fala sobre a novela: 'Minha personagem favorita'
No ar em Êta Mundo Melhor, Maria Carol Rebello fala sobre a novela: 'Minha personagem favorita' - Foto: Andre Hawk

Intérprete de Olga, de Êta Mundo Melhor, Maria Carol Rebello diz que a novela a fez lembrar como ela ama atuar. Em entrevista à CARAS Brasil, a atriz destaca como é uma delícia fazer uma personagem de época, principalmente por conta de toda a caracterização.

“Voltar com a mesma personagem de 10 anos atrás, reencontrar os amigos nos bastidores e fazer parte de um elenco tão especial. Além disso, a Olga teve uma virada pra uma vilania que eu tô adorando fazer. É minha primeira vilã e eu tô me entregando pra ela. Com certeza é a minha personagem favorita”, diz.

Outros trabalhos

Além de atriz, Maria Carol também se aventura no roteiro. Neste ano, ela lança o documentário Fôlego, contando sobre sua vida e a trajetória na arte de sua família. Com suas lembranças e memórias, Maria Carol passa pelas histórias e pela obra do seu tio, o ator e diretor Jorge Fernando, de sua avó, a atriz Hilda Rebello, e do seu irmão, João Rebello.

No documentário, a atriz e roteirista conta como consegue fôlego para seguir em frente depois da perda do tio e da avó em 2019 e, mais recentemente, do irmão, João, assassinado por engano em 2024.

“Eu sempre gostei de escrever, mas não compartilhava tanto. Desde o final de 2019 com a perda do meu tio e da minha avó, logo depois veio a pandemia, a escrita ficou mais necessária e presente. Comecei a compartilhar mais o que eu escrevia. Com a morte absurda do meu irmão os sentimentos começaram a sair em forma de texto, não só pra falar do engano que tirou a vida dele, mas também pra eu tentar elaborar a indignação e a saudade”, explica.

Maria Carol destaca a multiarte do irmão, João. Ele era a frente do que acontecia no mundo, mas ela quis trazer muito do que as pessoas ainda não conhecem sobre ele.

“Além das ideias inéditas e modernas que ele sempre teve, ele influenciava e ajudava muita gente importante a produzir. Mesmo eu sabendo e tendo vivendo tudo com ele, é impactante e enorme ver no doc tudo que ele produziu”.

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Em meio ao luto das perdas, a atriz e diretora conta que a forte ligação à arte e à espiritualidade foi fundamental para transformar a tristeza em homenagem, por meio do documentário.

“Eu tenho certeza que se eu não tivesse a educação espiritual que tive não processaria todas as perdas da mesma forma. Nada é por acaso. Um grande exemplo desses dois condutores nas nossas vidas é o espetáculo “BooM”, que fizemos por mais de 17 anos, que falava justamente da aceitação da morte e do que acontece depois que a gente morre. Ali o Jorge já misturava tudo que ele acreditava de espiritualidade com comédia, música, dança e muita piada. A arte educa e salva, e a fé nos mantém confiantes pra seguir nos desafios da vida”, diz.

Maria Carol ainda destaca qual o principal desafio de carregar adiante esse legado artístico tão multifacetado, de Jorge, Hilda e João.

“Acredito que seja continuar a contar histórias, emocionar, divertir e fazer refletir. Contar não só tudo que foi feito por eles, por nós juntos, mas também dar voz a outros artistas e outras histórias que eu gostaria que fossem ouvidas”, completa.

Ana Júlia Resende é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apaixonada pela comunicação e por contar boas histórias, escreve sobre celebridades, música e novelas.