Bem-estar e Saúde / SAÚDE MENTAL

Rafa Kalimann e Viih Tube desabafam sobre depressão durante a gravidez e médica explica sintomas

Psicóloga perinatal explica impactos na autoestima, saúde mental e vida familiar de mulheres como Rafa Kalimann e Viih Tube nessa fase

Rafa Kalimann - Foto: Reprodução Instagram
Rafa Kalimann - Foto: Reprodução Instagram

Rafa Kalimann vive um dos momentos mais especiais de sua vida com a espera da primeira filha, Zuza, fruto do relacionamento com o cantor Nattanzinho. A influenciadora, de 31 anos, precisou rever sua rotina de cuidados para manter o equilíbrio físico e emocional durante a gestação, tema que também é trazido à tona por outras mães famosas, como Viih Tube, que recentemente falou sobre a depressão pós-parto que enfrentou após o nascimento de sua filha. Ambas ajudam a visibilizar os desafios da maternidade real, desde mudanças na disposição e rotina até o impacto emocional de assumir a nova identidade de mãe.

Diante dos relatos de famosas como Rafa Kalimann, que intensificou seu acompanhamento psicológico durante a gestação, e Viih Tube, que enfrentou a depressão pós-parto após o nascimento da filha, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo explica as diferenças entre o Baby Blues e a depressão perinatal. Rafaela também destaca a importância da prevenção e do cuidado, reforçando que tratamento psicológico adequado, autocuidado e apoio da rede familiar são essenciais para garantir a saúde mental da mãe durante a gestação e o pós-parto.

Baby blues x depressão pós-parto

De acordo com a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, o Baby Blues é uma disforia puerperal normal, que ocorre em mais de 80% das mulheres e surge cerca de três dias após o parto, geralmente desaparecendo em até duas semanas. “O Baby Blues é rápido, passageiro, a mulher se sente bem e mal ao mesmo tempo. Já a depressão tem uma série de sintomas: tristeza, choro, arrependimento, apatia, desejo de ficar sozinha, isolamento, falta de prazer nas coisas. Pode acontecer a qualquer momento até um ano do pós-parto e durar dias, meses, e, quando não tratada, até anos”, explica.

Autocuidado no pós-parto

Rafaela enfatiza que muitas mulheres no pós-parto acabam se esquecendo de si mesmas, assumindo uma identidade de “mãezinha” para corresponder às expectativas da sociedade, e deixando de lado atividades que antes lhe davam prazer. Isso gera conflitos internos e impacto na autoestima.

“Quando a gente faz acompanhamento psicológico perinatal, consegue identificar aquilo que a mulher está deixando de fazer por si mesma, incentivando o autocuidado, ajudando a organizar o dia e equilibrar as tarefas com o bebê e consigo mesma. Dificilmente a mulher consegue fazer isso sozinha, sem acompanhamento especializado”, afirma.

Mudanças no corpo e autoestima

No pós-parto, alterações físicas e mudanças na rotina de autocuidado podem intensificar sentimentos de inadequação e insegurança. Rafaela destaca que o psicólogo perinatal é fundamental para apoiar a adaptação da mulher: “A principal abordagem terapêutica para mulheres que vivenciam gestação e pós-parto é a psicologia perinatal. O profissional ajuda a lidar com as mudanças físicas, a alimentação, os exercícios e a reorganização do dia a dia, promovendo bem-estar e saúde mental”.

Pressão das redes sociais e maternidade idealizada

A especialista alerta que a idealização da maternidade, muito presente nas redes sociais, pode gerar frustração e insegurança: “A maternidade idealizada e a maternidade real nem sempre se encontram. Mulheres com tendência a ansiedade, estresse e depressão podem ter essas frustrações como gatilho para sintomas mais intensos. O acompanhamento psicológico ajuda a lidar com expectativas externas e internas, equilibrando a percepção sobre si mesma e sobre o bebê”.

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