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Otaviano Costa relembra cirurgia de urgência e médica alerta para sinais: ‘Investigado com atenção’

Otaviano Costa precisou passar por uma cirurgia cardíaca há 1 ano; cardiologista conversou com a CARAS Brasil e explicou a condição do apresentador

Otaviano Costa relembra cirurgia de urgência e médica alerta para sinais: 'Investigado com atenção'
Otaviano Costa relembra cirurgia de urgência e médica alerta para sinais: 'Investigado com atenção' - Reprodução/Instagram

Recentemente, Otaviano Costa falou sobre a cirurgia cardíaca a qual precisou fazer, há um pouco mais de 1 ano. Em entrevista à Quem, o apresentador relembrou o procedimento e contou que a experiência o deixou mais atento à saúde e com ainda mais vontade de viver cada momento.

Segundo ele, a operação foi necessária por uma condição congênita. “Minha cirurgia não foi causada por glicose em excesso, stress ou nada parecido… Foi uma questão mecânica, peças que vieram com defeito de fábrica. Eu nasci com bicúspide, quando o normal seria válvula tricúspide”, contou.

O problema acabou gerando o inchaço da aorta, embora os exames laboratoriais não apresentassem alterações. “Não tinha nada de ruim nos índices. Digo que a minha cirurgia foi uma correção de peças”, completou.

O que é o bicúspide?

A CARAS Brasil conversou com a Dra. Lívia Sant’Ana, médica cardiologista, para entrar em detalhes para a condição de saúde pela qual Otaviano Costa precisou passar por cirurgia.

A especialista explicou: “A válvula aórtica normalmente tem três folhetos, como se fossem três portinhas que controlam a passagem do sangue do coração para a aorta. Quando a pessoa nasce com uma válvula aórtica bivalvular, ela tem apenas duas. Isso pode parecer um detalhe pequeno, mas faz diferença: essa válvula tende a se desgastar mais rápido, o que pode causar estreitamento ou refluxo”.

A Dra. Lívia deixou claro que existe uma associação muito importante com alterações na parede da aorta, que pode dilatar com o tempo e até se romper, se não for acompanhada de perto.

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Sinais ou exames para tratar a condição precocemente

“Muitas vezes o paciente não sente nada por anos, e por isso o diagnóstico precoce não depende de exames de rotina simples, como eletrocardiograma ou exames de sangue. O que realmente faz diferença é o ecocardiograma, que nos permite avaliar tanto a válvula quanto o diâmetro da aorta. Em alguns casos, pedimos também ressonância magnética ou tomografia para medir melhor a aorta”.

Segundo a cardiologista, os sinais, quando aparecem, podem incluir falta de ar, dor no peito, palpitações, tonturas ou até desmaios. Qualquer um desses sintomas precisa ser investigado com atenção.

Acompanhamento médico após a cirurgia

“O acompanhamento após a cirurgia deve ser para a vida toda. O paciente precisa continuar em acompanhamento regular com o cardiologista e repetir exames de imagem para monitorar a evolução da prótese e da aorta. Além disso, é fundamental controlar a pressão arterial, porque a hipertensão acelera a dilatação da aorta”.

Outros hábitos saudáveis também precisam ser adotados. São eles:

  • Atividade física (mas sempre orientada);
  • Alimentação equilibrada;
  • Evitar o tabaco, o excesso de álcool e seguir corretamente todas as medicações prescritas.

“A cirurgia corrige, mas a prevenção e o cuidado contínuo são essenciais para evitar novas complicações”, completou.

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Dra. Lívia Sant’Ana (RQE: 54104/541041)é médica formada pela Universidade São Francisco, com título de especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pós-graduada em Medicina Integrativa e Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, oferece uma abordagem que une ciência, escuta e cuidado. Após anos dedicada à medicina diagnóstica, redescobriu no atendimento clínico sua verdadeira missão: acolher o paciente como um todo e promover saúde de forma leve, equilibrada e sem neuras. Atua com foco em bem-estar, hábitos saudáveis e qualidade de vida.