Leticia Spiller faz desabafo e sexóloga explica: ‘Não é exclusiva de mulheres mais velhas’
Em conversa com a CARAS Brasil, especialista explica como confiança e autoconhecimento influenciam a vida sexual após reflexão da atriz Leticia Spiller

O prazer não tem prazo de validade. É com essa visão que Leticia Spiller (52) decidiu abrir uma reflexão sobre o desejo e a sexualidade feminina após os 50 anos. Para a atriz, a maturidade não significa perda, mas sim transformação e aprofundamento das experiências.
Segundo ela, ainda há muito preconceito quando o assunto é a vida íntima de mulheres maduras. “Ao contrário do que muitos pensam, o prazer não desaparece com o tempo, mas se transforma e se aprofunda, tornando-se mais consciente e verdadeiro à medida que a mulher aprende a se conhecer e a se julgar menos”, disse.
Spiller ainda questionou a surpresa da sociedade diante de mulheres que seguem expressando seus desejos e paixões: “Por que ainda causa espanto ver uma mulher madura vivendo intensamente? A vida continua pulsando em todas as idades”, refletiu.
Para ampliar o debate, a CARAS Brasil conversou com a sexóloga Bárbara Bastos, que explicou como a maturidade pode, sim, abrir novas portas para uma vida sexual mais prazerosa.
Sexo depois da menopausa pode ser ainda melhor?
Bárbara afirma que sim, mas reforça que é preciso olhar para além das mudanças físicas: “É comum ouvir sobre os desafios que surgem durante a menopausa, como o ressecamento vaginal e a queda hormonal. Embora esses fatores físicos sejam importantes e precisem ser discutidos com um médico, como um ginecologista, a questão do desejo e do prazer sexual vai além do aspecto fisiológico”, destacou.
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Segundo ela, o que realmente transforma a vida íntima é a abertura para novas experiências: “O que realmente impacta a vida sexual é a disposição da mulher em se permitir viver novas experiências e estar presente no momento. Isso envolve conhecer melhor o próprio corpo e permitir que o parceiro a conheça também, de forma sexual”, disse.
A especialista lembra que o prazer não está restrito a orgasmos ou penetração: “O sexo é prazeroso não apenas pelos orgasmos ou pela penetração, mas pela conexão e pela abertura para o momento. Às vezes, pode não haver penetração ou orgasmo, mas a experiência ainda pode ser extremamente prazerosa quando se está verdadeiramente conectado”.
Maturidade traz mais ousadia na cama?
Essa é uma dúvida comum, e Bárbara esclarece: “A ousadia na cama não está necessariamente ligada à maturidade, mas sim à confiança e à segurança que a mulher constrói ao longo do tempo. Essa confiança pode se manifestar de forma consciente, à medida que ela se sente bonita, inteligente e capaz em diferentes aspectos da vida”, explica.
Ela reforça que a vida sexual é um reflexo direto da autoestima: “O que acontece na vida sexual é um reflexo do que ocorre fora dela. Quando a mulher se sente capaz e confiante em sua vida diária, isso se traduz em sua vida sexual. A ousadia está relacionada à permissão para se entregar, à conexão com o parceiro e ao desejo de explorar novas experiências”.
Por fim, a sexóloga destaca: “A sensação de ser dona de si é fundamental, mas é importante destacar que essa segurança não é exclusiva de mulheres mais velhas. Muitas mulheres mais velhas podem não ter essa confiança, enquanto mulheres mais jovens podem já apresentá-la. O que realmente importa é a segurança e a confiança que cada uma constrói ao longo do tempo”.
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