Dani Calabresa relata drama com filho e especialista alerta: ‘Não garante segurança’

A humorista Dani Calabresa revelou experiência com amamentação e especialista no assunto explica perigos de soluções naturais

Dani Calabresa - Foto: Instagram/Alex Santana

A humorista Dani Calabresa revelou em suas redes sociais a dor intensa que enfrentou durante a amamentação do filho de dois meses. Ela descreveu a sensação como uma “fisgadinha” nos mamilos, comparando à explosão de uma dinamite. Para lidar com as fissuras, contou que precisou recorrer à laserterapia para acelerar a cicatrização.

Após o desabafo, muitas seguidoras enviaram dicas de remédios caseiros, como o uso de casca de mamão nos mamilos. Mas será que essas soluções são realmente seguras?

Especialista alerta: o que realmente funciona?

Para esclarecer, a CARAS Brasil conversou com Alessandra Paula, especialista em bebês, aleitamento e recuperação pós-parto.

Segundo ela, relatos como o de Dani têm grande relevância justamente por escancarar um desconforto muito comum entre mães lactantes, mas pouco debatido com clareza.

“Esse relato ganha relevância porque expõe um desconforto muito comum entre lactantes, mas pouco debatido com clareza: até que ponto estratégias ‘naturais’ ou ‘faça você mesma’ são seguras? E o laser: é uma ‘solução mágica’ ou apenas uma ferramenta colaborativa.”

A especialista faz um alerta sobre o uso de receitas populares: “É importante abordar com cuidado o uso de remédios populares no contexto da amamentação, porque podem trazer complicações.”

O perigo dos remédios caseiros

O exemplo mais citado foi o uso de casca de mamão. Porém, Alessandra reforça que a prática é arriscada.

“A casca de mamão, por exemplo, além de não ter comprovação científica, pode abrigar micro-organismos (fungos, bactérias) que infectem a ferida mamilar ou comprometam o bebê.”

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Ela destaca que a ideia de “natural” não é sinônimo de seguro.

“O fato de algo ser ‘natural’ não garante que seja seguro, especialmente em contextos de feridas abertas (fissuras nos mamilos). As barreiras da pele já foram rompidas e qualquer agente aplicado localmente deve ser clínico, testado e compatível com aleitamento.”

Mesmo após a remoção do produto, há riscos invisíveis.

“Além disso, mesmo que a mãe remova o produto antes da mamada, há risco de que traços residuais permaneçam e contaminem o leite ou o mamilo de forma não visível.”

Laser ajuda, mas não é solução mágica

Em relação à laserterapia, a especialista confirma a eficácia, mas reforça que ela precisa ser usada de forma responsável.

“O laser é uma terapia eficiente, já que promove analgesia e acelera a cicatrização. No entanto, não substitui o essencial: diagnóstico correto da causa da dor ou fissura, normalmente pega inadequada do bebê ao mamar, muitas horas de atrito (bebê muito tempo no seio), pressão excessiva, etc.”

Segundo Alessandra, o tratamento deve sempre ser feito por um profissional capacitado.

“Deve ser aplicado por profissional capacitada, pois se usado fora de protocolo (dose muito grande, frequências inadequadas ou por pessoas sem formação), pode não proporcionar benefício e principalmente causar danos teciduais.”

E completa: “O efeito da aplicação é de alívio sintomático e suporte à cicatrização, não vai resolver tudo, se as causas mecânicas persistirem.”

Alerta sobre falsas promessas

Por fim, a especialista alerta mães a ficarem atentas a abordagens comerciais agressivas.

“Desconfiem de profissionais que vendem, por exemplo, pacotes com várias sessões de laser nos mamilos. Aqui na Clínica Cria, temos como conduta orientar, tratar a causa e, claro, aliviar os sintomas. Essa ordem garante que não haja recidiva, e a mãe continue enfrentando dificuldades na amamentação.”

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