Médico desmistifica TDAH de Zé Felipe após forte desabafo de Poliana Rocha: ‘Dificuldades’
Após um desabafo de Poliana Rocha, mãe de Zé Felipe, o Dr. Sérgio Jordy explicou sobre o TDAH em conversa com a CARAS Brasil

Poliana Rocha esteve no Sensacional da RedeTV! e abriu o coração em um desabafo forte sobre Zé Felipe. No programa exibido em setembro deste ano, a influenciadora revelou que o TDAH do filho, fruto do relacionamento com Leonardo, mudou completamente sua rotina e acabou resultado na saída do músico da escola: “Todos os dias, eu entrava 13h30, ficava até 17h30, a hora dele sair. Só que aquilo ali estava me gerando um cansaço emocional, físico, que eu não tinha mais força. E eu conversava, eu coloquei na terapia, na psicopedagoga, tudo que pensar eu fiz”. Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Sergio Jordy falou sobre o caso.
O que é o TDAH?
O médico neurologista explica: “O TDAH é classificado como transtorno do Neurodesenvolvimento uma condição Neurobiológica com bases genéticas ambientais e funcionais, podendo se manifestar de formas distintas em crianças, adolescentes e adultos”. Em outras palavras, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é uma condição neurodivergente que demanda um diagnóstico de um médico especializado para apontar os tratamentos adequados, com medicação, e quais adaptações devem ser feitas dentro da vida de cada paciente.
É importante ressaltar que existem sintomas e características parecidas com o TEA (Transtorno do Espectro Autista). O neurologista alerta: “Embora sejam diagnósticos distintos, há sobreposição de sintomas e até de mecanismos neurobiológicos comorbidade: até 30–40% dos indivíduos com TEA (Transtorno do Espectro Autista) também têm sintomas de TDAH. As semelhanças são: dificuldades de autorregulação, impulsividade, problemas de atenção, sobrecarga sensorial. Entre as diferenças estão: “no TEA há foco em alterações de comunicação social e interesses restritos; no TDAH, o núcleo é a desatenção/hiperatividade”.
Outro fenômeno que aparece são os meltdowns e shutdowns. O primeiro representa uma descarga emocional intensa e, no segundo, uma espécie de desconexão que o organismo trabalha na forma de proteção. O Dr. Sérgio acrescente: “Eles são mais típicos do TEA, relacionados a sobrecarga sensorial e emocional, mas pessoas com TDAH também podem ter explosões emocionais ou “apagões” de energia, em resposta a frustração ou excesso de estímulos o mecanismo é semelhante: falha nos sistemas de autorregulação do cérebro.”
Cuidados essenciais
Para os cuidados, o neurologista pontua: “O manejo deve ser multidisciplinar e com abordagens complementares”. Ele lista:
- Estratégias comportamentais;
- Dividir tarefas grandes em etapas menores;
- Usar alarmes, planners, aplicativos de organização;
- Priorizar ambientes com menos distrações sensoriais;
- Praticar atividade física regular (aumenta dopamina e noradrenalina);
- Técnicas de mindfulness ajudam no controle da atenção;
- Tratamentos farmacológicos (a escolha depende de idade, perfil de sintomas, comorbidades (ansiedade, depressão, epilepsia etc.);
- Apoio psicoterápico;
- Terapia cognitivo-comportamental (TCC): essencial para estruturar rotinas e lidar com a desorganização;
- Treinamento de habilidades sociais e coaching específico para TDAH.
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