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Xamã destaca narrativas negras, importância do Rap e revela desejo pro futuro: ‘Oportunidade’

Para a CARAS Brasil, Xamã falou sobre narrativas negras na dramaturgia e como a representatividade na música tem salvado milhares de jovens

Cantor Xamã - Foto: Globo/Jordan Vilas
Cantor Xamã - Foto: Globo/Jordan Vilas

Parte do Festival Negritudes da Globo, que aconteceu nesta quinta-feira (18) em São Paulo, o cantor Xamã conversou com a CARAS Brasil sobre como a representatividade na música e na teledramaturgia se mostra uma ponte necessária de diálogo entre artistas e milhares de jovens ao redor do Brasil e do mundo.

Como um dos destaques da programação, que promoveu encontros e conversas para diversas áreas com o foco na diversidade e ancestralidade, Xamã revelou como é, no seu ponto de vista, estar presente no festival e como se sente levando a sua voz para diversos jovens que querem ascender em suas áreas – especialmente focando no Rap: “Estou muito feliz pelo convite! Acho que a minha história e a destes jovens é bem parecida: tivemos muito na correria, batalhamos bastante para chegar aonde a gente esta. É a oportunidade de passar que a música pode empoderar, pode politizar. É uma plataforma que salva tantos jovens, principalmente o rap que já foi muito criminalizado. Hoje é uma arte que tira eles do crime. Acho muito importante a gente trocar esta ideia e conversar sobre isto.”

Sobre narrativas negras e indígenas, Xamã pontua que tivemos evolução na forma que as histórias são contadas. Ele esteve na nova versão de Renascer como Damião e levou não só a representatividade negra para diversos locais, como a representação indígena, pois o artista é descendente do povo Pataxó. Em seus próximos passos está Os Donos do Jogo, da Netflix, que explorará a máfia por trás do jogo do bicho. O ator pontua sobre as posições de destaque de atores negros nas telinhas: “Já tem mudado bastante. Na própria Renascer, em 1993 era de um jeito, era uma Bahia e não tinha tantos artistas pretos e, nesta última versão, contamos essa história de uma maneira diferente. Acho que cada lugar que a gente vai ocupando, vai tendo mais representatividade, seja na novela, seja nos filmes. Que tenha mais artistas indígenas também ocupando este lugar. E é isto que estamos fazendo: demarcando!”.

Pensando nos próximos 10 anos, qual seria o desejo que o artista tem para a sociedade? Para a CARAS Brasil, Xamã revela: “Espero que a gente esteja bem melhor que agora, sempre se comunicando, cada vez se empoderando e politizando mais, aprendendo mais com as nossas músicas, valorizando os artistas do gueto”.

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