Moda / Maria Antonieta à Porter

Estilista libanês evoca opulência e promove universo de esplendor e fantasia

A proposta do estilista revisitou a estética do século XVIII com uma narrativa fresca e contemporânea, inspirada no universo lúdico e exuberante

O antigo combinado com o novo em vestidos deslumbrantes! Catwalk faz referências à famosa rainha da França - Fotos: GETTY IMAGES
O antigo combinado com o novo em vestidos deslumbrantes! Catwalk faz referências à famosa rainha da França - Fotos: GETTY IMAGES

O estilista libanês Elie Saab (61) em mais uma oportunidade transportou o público para um universo de esplendor e fantasia, em que a opulência é linguagem e a mulher é colocada com protagonismo como um ser quase divino.

Intitulada The New Court, a proposta revisitou a estética do século XVIII com uma narrativa fresca e contemporânea, inspirada no universo lúdico e exuberante da rainha consorte da França Maria Antonieta (1755- 1793) e na juventude que busca dramaticidade e excesso com toque de sofisticação.

Saab abriu o desfile com um contraponto ousado, com modelos como Lara Stone (41) e Isabeli Fontana (42) surgindo em vestidos de veludo preto, justos e corsetados, com maquiagem minimalista e cabelos desalinhados, em uma abordagem sensual que dava um completo destaque para a silhueta em movimento.

Essa simplicidade proposital serviu como base para o desenvolvimento dessa coleção, que logo mergulhou em uma paleta suave composta pelos tons pastel dos macarons. Tecidos leves como musseline e organza foram transformados em confeitos bordados, enquanto as caudas dramáticas, o design sereia marcado, o peplum armado e mangas e quadris pontuados por camadas volumosas de tafetá davam o tom teatral histórico à coleção.

Saab, que admitiu reassistir ao filme Maria Antonieta de Sofia Coppola (54) durante o processo criativo, evitou o pastiche histórico. Em vez disso, ele ofereceu uma proposta moderna sobre suas referências, que trouxeram para a passarela contornos anárquicos e até fetichistas para sua Maria Antonieta do século 21.

A coleção é um testemunho de que, em um mundo que oscila entre o minimalismo e o excesso, há espaço para a beleza que emociona por ser explorada em seu conceito mais puro. Uma coleção cujo conceito celebra uma rainha que joga de acordo com as próprias regras e com as próprias vontades.

 

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