A segunda temporada de Infiltrado na Cozinha estreou na última quarta-feira, 16 de setembro, no GNT, trazendo Paola Carosella, Fabão e Luana Zucoloto de volta à investigação para descobrir quem realmente domina a cozinha e quem está apenas tentando enganar os jurados. Depois da experiência da primeira temporada, no entanto, o trio garante que voltou mais à vontade e atento aos detalhes.

Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Paola Carosella conta que a principal mudança aconteceu em sua própria relação com o formato. Diferentemente de outras atrações gastronômicas das quais já participou, ela ressalta que, desta vez, ocupa exclusivamente o posto de apresentadora.

“Eu estou totalmente solta! Me divirto muito nesse programa. Isso não é um reality sério de gastronomia atrás do próximo grande chef — é um programa leve, de humor e adivinhação. O que mudou depois da primeira temporada foi que eu entrei ainda mais no meu papel de apresentadora: eu não estou ali cozinhando, não sou jurada, meu lugar é conduzir o jogo”.

Quem precisa chegar a uma conclusão são Fabão e Luana Zucoloto. Para Paola, os dois também retornaram diferentes. “Os dois chegaram muito mais afiados, engraçados e soltos nessa temporada”, avalia. Segundo a apresentadora, o conhecimento técnico ganhou espaço nas perguntas da dupla, mas o humor continua sendo determinante.

Investigação continua longe das câmeras

A sintonia construída durante a primeira temporada também alterou a relação nos bastidores. Luana Zucoloto revela à CARAS Brasil que a investigação não necessariamente termina quando as gravações são encerradas.

“A gravação acaba, mas a investigação não acaba. A gente continua falando ‘não, mas você viu a cara que ele fez?’, ‘você reparou no que ela respondeu?’. Parece que a gente realmente está tentando solucionar um crime”n.

Segundo a humorista, a maior intimidade entre os três deixou as novas gravações com menos formalidade. “Tem menos cerimônia. A gente se interrompe, discorda, provoca, tira sarro… Eu gosto muito dessa dinâmica porque é uma relação que foi ficando genuinamente gostosa, e acho que isso acaba aparecendo na tela sem a gente precisar forçar nada”, conta.

Na hora de procurar o infiltrado, Luana presta atenção especialmente no comportamento dos participantes. O jeito de falar, as reações às perguntas e até o tempo utilizado para elaborar uma resposta podem levantar suspeitas. A estratégia também aparece no método adotado por Fabão.

“Na primeira temporada eu aprendi que, no Infiltrado na Cozinha, desconfie de todo mundo, inclusive de quem parece estar ajudando até demais”, diz o jurado. “Pequenas contradições, mudanças de postura, excesso de justificativas, aquela tentativa de parecer muito inocente… tudo pode ser uma pista”.

Fabão revela estratégia na sala de interrogação

A investigação ganhou novas possibilidades na segunda temporada. Entre as novidades está a sala de interrogação, recurso que permite aos jurados questionarem os competidores na tentativa de identificar possíveis contradições.

Fabão conta que pretende utilizar a curiosidade a seu favor. “Minha estratégia é conversar, deixar a pessoa confortável e fazer perguntas que parecem inocentes, mas que vão criando algumas armadilhas pelo caminho. Gosto de observar a reação, a contradição, o tempo que a pessoa leva para responder”, explica.

O jurado ainda brinca sobre até onde está disposto a ir para solucionar o mistério: “Eu não tenho compromisso nenhum com a paz dentro daquela cozinha. Se eu achar que alguém está estranho, vou cutucar até descobrir o que está acontecendo!”.

Paola Carosella revela o que ainda a surpreende

Mesmo após anos trabalhando profissionalmente com gastronomia, Paola Carosella afirma que o programa conseguiu apresentar uma situação diferente das experiências anteriores que teve na televisão: encontrar pessoas sem trajetória profissional na área capazes de surpreendê-la pela comida.

“Tem infiltrado no programa que cozinha uma delícia, sem nunca ter passado perto de uma cozinha profissional, e isso me pega de surpresa sempre”.

Para a apresentadora, a experiência reforçou uma percepção sobre o talento culinário. “Nenhum outro formato gastronômico que eu já apresentei me colocou tão de perto diante disso — de ver, na prática, que o dom para cozinha pode estar em qualquer pessoa, em qualquer lugar”.

A segunda temporada de Infiltrado na Cozinha conta com oito episódios de 45 minutos e é exibida às quartas e sextas-feiras, às 21h45, no GNT e no Globoplay Premium. A cada episódio, o autor do melhor prato recebe R$ 10 mil. Caso consiga escapar da investigação, o infiltrado também leva R$ 10 mil e pode acumular os dois prêmios.

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