Adriane Galisteu fala sobre envelhecimento e reflete: ‘O problema é a finitude’
Em entrevista à CARAS TV, Adriane Galisteu fala sobre envelhecimento, finitude e a importância de aproveitar cada instante ao lado da família

Adriane Galisteu (52) nunca teve medo de quebrar tabus e compartilhar suas emoções com o público. A apresentadora marcou presença na temporada de inverno de CARAS, em Campos do Jordão, na companhia do marido Alexandre Iodice (53) e do filho Vittorio (14), e abriu o coração sobre envelhecimento, finito e a importância de aproveitar a vida.
Em conversa com a CARAS TV, Adriane revelou como lida com a passagem do tempo e a dificuldade de ver pessoas queridas envelhecerem.
A dificuldade de lidar com a finitude
Quando questionada sobre como encara a finita da vida, Adriane não hesitou: “Mal. Lido mal. Muito mal. Você lida bem?”, confessou.
Ela detalhou como o tema da finidade a faz repensar comportamentos e valorizar cada momento:
“Não tenho a menor dúvida. As pessoas às vezes confundem o envelhecer com a finitude. ‘Como é o envelhecer para você?’. Eu falo: ‘É uma m3rda envelhecer’. Alguém acha gostoso? Não conheço ninguém. Se alguém falar que é gostoso envelhecer, está mentindo. Como não tem outra saída, você aceita o que tem e fala: ‘Bom, é gostoso’. Eu aceito, mas não acho gostoso.”
Adriane deixou claro que o que a incomoda não são as mudanças físicas: “O que eu não acho gostoso não é pelo cabelo branco, pela pele, pela falta de colágeno, pela bunda caída, pela ruga. Isso tudo você conserta. A ruga você vai lá, coloca uma toxina botulínica e resolve; a bunda você puxa daqui e estica de lá; eu treino pra caramba, você faz uma dieta… O problema é a finitude. O que eu não gosto no envelhecer é ver passar o tempo, momentos preciosos, e saber que você está muito mais perto do fim do que do início. Isso para mim é difícil de administrar.”
O exemplo da mãe e a reflexão sobre o tempo
A apresentadora compartilhou como o envelhecimento da mãe impacta sua percepção da vida:
“O envelhecimento da minha mãe, para mim está sendo muito difícil. Todo mundo que me conhece e conhece um pouco da minha história sabe da importância da minha mãe na minha vida, do quanto eu a carrego perto, do quanto a quero junto. De repente, ver minha mãe envelhecer, passar por esse processo tão difícil de voltar a ser criança de novo, e hoje ela depender tanto de mim… do meu carinho, da minha atenção, mas do básico, isso mexe muito comigo. É o tempo passando, voando, que eu não tinha notado antes. Noto pelo Vittorio e pela minha mãe. Então, eu me coloco ali no meio e tenho a obrigação de viver melhor.”
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Adriane revelou ainda como incentiva a mãe a aproveitar a vida, mesmo diante de desafios:
“Eu a obrigo a vir para o meu rolê. É uma briga do cão, sempre um caos, uma briga horrorosa. Mas eu tenho a obrigação de viver melhor, vendo ela envelhecer com as coisas que ela não fez. Ela foi uma mulher que não treinou; não era da época dela a coisa da ginástica, da alimentação, do cuidado. Por exemplo, ela passou pela menopausa no silêncio, sem falar um ‘a’ do calor. Não existia reposição hormonal e, se existia, não era para ela, ela não tinha esse alcance. Imagine, ela passou sofrida, sozinha.”
Assista à entrevista completa:
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