Realeza / Venda

Príncipe William planeja transação de R$ 3,3 bilhões para financiar plano ambicioso

Reestruturação organizada pelo príncipe William nas terras da realeza envolve venda avaliada em US$ 670 milhões - cerca de R$ 3,3 bilhões

Príncipe William - Foto: Getty Images
Príncipe William - Foto: Getty Images

O príncipe William tem planos ambiciosos para o seu período como coordenador do Ducado da Cornualha, que é uma propriedade privada estabelecida para prover renda para o Príncipe de Gales, que é o Duque da Cornualha e herdeiro do trono britânico. William assumiu o título após seu pai se tornar o Rei Charles III e ele pode decidir o destino das terras da região. Tanto que ele quer vender uma parte da propriedade em uma transação avaliada em US$ 670 milhões – cerca de R$ 3,3 bilhões.

De acordo com a revista People, o príncipe quer reestruturar o Ducado da Cornualha com a venda de 20% da propriedade. Ele quer usar o valor da venda para expandir projetos habitacionais, ambientais e de energia renovável.

O plano é que o território privado passe a gerar um impacto social. “Se não enxergarmos uma oportunidade de impacto positivo, talvez não precisemos fazer parte daquele lugar. Mas onde houve necessidade social, desafio ambiental e oportunidade de promover mudanças, seremos um grande parceiro, trabalhando com as pessoas para alcançar esse objetivo. Não somos os proprietários de terras tradicionais. Queremos ser mais do que isso. há muito bem que podemos fazer. Estou tentando garantir que estou priorizando ações que melhorem a vida das pessoas que vivem nessas áreas”, disse William à BBC.

Hoje em dia, o Ducado da Cornualha é avaliado em US$ 1,3 bilhão e renda anualmente cerca de US$ 31 milhões para o príncipe de Gales.

O que o príncipe William faz com a renda anual milionária do Ducado da Cornualha?

Desde que assumiu o título de Príncipe de Gales após a ascensão de seu pai, o Rei Charles III, o Príncipe William também se tornou o titular do Ducado da Cornualha. Essa transição não mudou apenas seus deveres oficiais, mas elevou drasticamente seu patamar financeiro. Gerando uma renda anual privada que ultrapassa a casa dos 23 milhões de libras (cerca de R$ 150 milhões), a gestão dessa fortuna passou a ser acompanhada de perto pelo parlamento e pela opinião pública britânica.

A principal e mais imediata função da renda do Ducado é financiar a vida pública e privada de William, de sua esposa, Kate Middleton, e de seus três filhos: os príncipes George, Charlotte e Louis. Diferente dos cidadãos comuns que dependem de salários ou de verbas governamentais diretas para despesas pessoais, a estrutura familiar do herdeiro do trono — incluindo viagens privadas, vestuário de gala, funcionários particulares e a manutenção de suas residências, como Adelaide Cottage — é totalmente custeada por esses rendimentos.

Embora a realeza britânica receba o Sovereign Grant (o subsídio soberano pago pelos contribuintes para cobrir os deveres oficiais da monarquia), William utiliza uma parcela generosa do Ducado para cobrir os custos operacionais de seu próprio gabinete de trabalho. Isso inclui o salário de sua equipe de assessores, secretários particulares, assessoria de imprensa e os custos de viagens oficiais e recepções diplomáticas que ele realiza em nome da Coroa, aliviando o uso do dinheiro público.

O pagamento voluntário de imposto de renda

Uma das maiores curiosidades sobre o Ducado da Cornualha é a sua natureza jurídica: por ser uma propriedade real histórica, ele é isento por lei do imposto corporativo. No entanto, seguindo uma tradição inaugurada por seu pai na década de 1990, o Príncipe William faz questão de pagar voluntariamente o imposto de renda pessoal sobre o excedente de receita do Ducado, após a dedução de todas as despesas oficiais de seu gabinete.

Investimentos

Determinado a deixar um legado social marcante antes mesmo de se tornar rei, William canalizou milhões de libras da renda do Ducado para o financiamento da Homewards. Trata-se de uma iniciativa ambiciosa de cinco anos, idealizada por ele, que visa erradicar a situação de rua e o desabrigo no Reino Unido. O dinheiro financia projetos-piloto em seis locais estratégicos do país, criando coalizões de habitação e suporte social.

Em uma mudança histórica de postura na gestão do patrimônio, William anunciou que o próprio Ducado da Cornualha vai construir suas primeiras moradias sociais de apoio na região de Nansledan, em Newquay. Utilizando os lucros gerados pela propriedade, o príncipe financiou o projeto de construção de casas de alto padrão ecológico destinadas a pessoas que enfrentam a falta de moradia, provando que o Ducado pode funcionar como uma empresa de impacto social.

Como novo líder do império imobiliário e agrícola que compõe o Ducado (que inclui fazendas, florestas e imóveis comerciais espalhados por mais de 20 condados), William investe pesado na modernização sustentável das terras. Ele destina parte dos lucros para subsidiar práticas de agricultura regenerativa entre seus inquilinos, investir em energias renováveis e promover o reflorestamento de áreas nativas, alinhando a gestão financeira à sua agenda de preservação ambiental.

Investimentos e reservas para o futuro de George

Por fim, o gerenciamento de uma receita tão robusta exige planejamento a longo prazo. O gabinete financeiro do príncipe direciona uma porcentagem dos lucros anuais para fundos de investimento privados e títulos de alta segurança. O objetivo dessas reservas é garantir não apenas a liquidez do Ducado para as próximas décadas, mas também preparar a transição financeira para o seu filho primogênito, o Príncipe George, que herdará toda essa estrutura milionária no futuro.

Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.