O príncipe Harry (42) voltou a falar sobre o impacto da morte de sua mãe, a princesa Diana, em sua vida.
Em uma nova MasterClass sobre luto, o duque de Sussex revelou que passou quase duas décadas sem conseguir chorar pela perda da mãe, que morreu em um acidente de carro em Paris, na França, em 1997, quando ele tinha apenas 12 anos.
Intitulada Redefining Grief: Building Resilience Through Loss (Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência por Meio da Perda, em tradução livre), a aula reúne Harry e a neurocientista especialista em luto Mary-Frances O’Connor.
Na conversa, ele compartilha experiências pessoais e reflete sobre como a dificuldade de lidar com a dor influenciou diferentes fases de sua vida.
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Príncipe Harry fala sobre o luto por Diana
Ao recordar os primeiros momentos após a morte da mãe, Harry contou que não conseguiu expressar a dor como gostaria. Segundo ele, chorou no funeral de Diana, mas passou muitos anos sem conseguir chorar novamente pela perda.
“Eu estava convencido de que aquilo era força, mas não era. Era um menino de 12 anos, sem permissão para desmoronar e sem um caminho para saber como se curar”, afirmou, conforme o relato apresentado na aula.
O príncipe também revelou que chegou a esquecer a voz e a risada da mãe. Ao tentar se proteger das lembranças dolorosas, acabou se distanciando também das memórias felizes que guardava dela.
Anos depois, durante a terapia, um profissional sugeriu que Harry entrasse em contato com o perfume usado por Diana. A experiência o ajudou a recuperar lembranças que pareciam distantes, mostrando como os sentidos podem estar ligados à memória afetiva.

Depressão e ataques de pânico
O impacto do luto também se manifestou na vida adulta do duque de Sussex. Harry relatou que enfrentou ataques de pânico durante compromissos oficiais e que, após deixar o Reino Unido com Meghan Markle e o filho Archie, em 2019, passou por um episódio de depressão que durou cerca de duas semanas.
Na ocasião, ele descreveu uma espécie de queda de adrenalina após anos vivendo sob estresse. Ao se afastar da rotina intensa que enfrentava, percebeu como a pressão acumulada havia influenciado seu estado emocional.
Harry também destacou a importância da terapia em seu processo de recuperação. Para ele, aprender a reconhecer e expressar os próprios sentimentos foi fundamental para mudar sua relação com a perda.
“Uma das maiores coisas que consegui com a terapia foi ter permissão para sofrer”, declarou.

Como Harry mantém a memória de Diana viva?
Apesar dos anos desde a morte da princesa, Harry afirma que a mãe continua presente em sua rotina. Segundo o relato compartilhado na MasterClass, ele pensa em Diana praticamente todas as noites e todas as manhãs.
O príncipe também mantém uma fotografia dela por perto e costuma refletir sobre o que a mãe pensaria a respeito da vida que ele construiu.
Ao compartilhar sua experiência, Harry aborda não apenas a dor de perder Diana ainda na infância, mas também o longo caminho que percorreu para compreender o próprio luto e aprender a conviver com a ausência.
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