O príncipe Albert II de Mônaco, de 68 anos, se pronunciou sobre a morte inesperada de um membro de sua família. No dia 25 de outubro de 2026, o corpo de Antoine de Massy, de 29 anos, foi encontrado sem vida em um parque de Mônaco.

A morte de Antoine é investigada pela polícia local, que busca entender as circunstâncias da morte do rapaz. Ele era neto da princesa Antoinette, irmã mais velha do pai de Albert, o príncipe Rainier III. Ele era filho do barão Christian de Massy e de Cécile Gelabale, e trabalhava como tenista profissional. Tanto que ele tinha o sonho de representar Mônaco nos Jogos Olímpicos.

Com a notícia da morte inesperada, o príncipe Albert divulgou um comunicado oficial para lamentar o falecimento do parente. “Suas Altezas Sereníssimas, o príncipe Albert II e a princesa Charlène, ficaram consternados ao saber da morte de Antoine de Massy, ​​aos 29 anos, neto da princesa Antoinette, irmã mais velha do príncipe Rainier III. Entusiasta do tênis, ele fazia parte de uma história familiar intimamente ligada a esse esporte no Principado. Suas Altezas compartilham da dor de sua família e de seus entes queridos, oferecendo-lhes suas sinceras condolências neste momento de grande pesar“, informou.

Príncipe Albert II de Mônaco: Do esporte olímpico aos bastidores da realeza europeia

Filho do icônico Príncipe Rainier III e da lendária atriz hollywoodiana Grace Kelly, o Príncipe Albert II de Mônaco é uma das figuras mais fascinantes da nobreza europeia. Aos 68 anos, o chefe de Estado comanda um dos territórios mais luxuosos do planeta com um olhar focado em inovação, sustentabilidade e diplomacia internacional. Sua trajetória combina a tradição de uma dinastia centenária com conquistas esportivas e um compromisso pessoal pela causa ecológica.

Antes de assumir o trono, o Príncipe Albert II construiu uma trajetória esportiva notável. Ele representou Mônaco em cinco edições dos Jogos Olímpicos de Inverno, entre 1988 e 2002, competindo na modalidade de bobsleigh. Membro ativo do Comitê Olímpico Internacional (COI) desde 1985, Albert sempre incentivou o esporte como ferramenta de união e diplomacia cultural entre as nações.

Defesa fervorosa do meio ambiente e dos oceanos

Conhecido internacionalmente como o “Príncipe Verde”, Albert II transformou a sustentabilidade no pilar central do seu governo. Em 2006, criou a Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, entidade dedicada à proteção do meio ambiente, combate às mudanças climáticas e preservação da biodiversidade marinha. Ele inclusive liderou expedições científicas ao Pólo Norte e ao Pólo Sul para alertar a população mundial sobre o derretimento das geleiras.

Casamento com a ex-nadadora Charlene Wittstock

A vida amorosa de Albert sempre esteve sob os holofotes da imprensa de celebridades. Em julho de 2011, ele oficializou a união com a sul-africana Charlene Wittstock, ex-nadadora olímpica, em uma cerimônia grandiosa no Palácio do Príncipe. O casamento real reuniu chefes de Estado, membros de diversas famílias reais e estrelas internacionais, consolidando a Princesa Charlene como uma das figuras mais elegantes da nobreza.

A chegada dos herdeiros e a sucessão ao trono

Em dezembro de 2014, o casal real comemorou a chegada dos gêmeos Jacques e Gabriella. Como manda a tradição constitucional monegasca, o Príncipe Jacques é o herdeiro direto ao trono e detém o título de Marquês de Baux, enquanto a Princesa Gabriella carrega o título de Condessa de Carladès. Além dos herdeiros legítimos, Albert é pai de dois filhos de relacionamentos anteriores, Jasmine Grace Grimaldi e Alexandre Grimaldi-Coste, com quem mantém boa convivência.

Laços culturais com o Brasil e amor pelo automobilismo

O soberano nutre uma carinho especial pelo Brasil, país que visitou em diversas ocasiões para conferências ambientais e eventos diplomáticos. Grande entusiasta do automobilismo, Albert é o anfitrião do prestigiado Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, circuito onde homenageou diversas vezes a memória do tricampeão brasileiro Ayrton Senna, com quem mantinha uma relação de grande admiração mútua.