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Com a chegada do verão e das roupas leves, regiões que passaram meses cobertas, como braços, abdômen, coxas e glúteos, costumam levar pacientes aos consultórios em busca de orientação. As queixas, porém, vão além da gordura localizada: flacidez, alterações na textura da pele, celulite, perda de volume e mudanças no contorno fazem parte dessa procura.

A região glútea é hoje uma das áreas de maior interesse, segundo a dermatologista Kássila Nasser (CRM 27047/PR | RQE 18041), fundadora e diretora médica do Instituto Kássila Nasser, em Maringá (PR). “As principais queixas envolvem flacidez, celulite, perda de volume, alterações do contorno e da qualidade da pele”, afirma. Ela observa uma mudança no perfil da procura: “Atualmente, a preocupação não está apenas na gordura localizada, mas na firmeza, sustentação e harmonia dos contornos corporais”, diz.

Esse olhar ganha relevância entre quem passou por um emagrecimento significativo, inclusive com após emagrecimento significativo por tratamentos clínicos ou cirúrgicos. Segundo a médica, muitas pacientes chegam com redução do volume adiposo, perda de sustentação e alterações na arquitetura dos tecidos, especialmente nos glúteos.

Por isso, antes de escolher qualquer tratamento, é preciso considerar que cada região do corpo tem características anatômicas próprias. A espessura da pele, a quantidade e a distribuição do tecido adiposo e o grau de sustentação variam, e essas diferenças orientam a estratégia, inclusive, a escolha de tecnologias, como o LinearZ, que permite ao médico atuar em diferentes camadas.

O que muda de uma região para outra?

“Cada região possui características anatômicas próprias. Isso modifica completamente nossa estratégia terapêutica”, explica Kássila. O primeiro passo é identificar quais estruturas estão envolvidas e qual alteração predomina em cada caso.

“Normalmente, no bumbum as pessoas querem melhorar o formato, deixar mais empinado e com mais volume. Já no abdome, quanto mais sequinho e definido, melhor. As coxas, precisamos trabalhar gordurinhas localizadas e celulite”, explica a dermatologista Andressa Soares de Deus (CRM 4910/PI | RQE 3015).

Braços: na face interna, a pele costuma ser mais fina, com menor sustentação e maior predisposição à flacidez. O objetivo, em geral, é melhorar a firmeza e a qualidade da pele, respeitando a espessura dos tecidos.

Abdômen.: é preciso diferenciar a flacidez exclusivamente cutânea daquela associada à gordura localizada, à distensão dos tecidos ou à diástase abdominal. “São condições diferentes e que exigem abordagens específicas”, diz. Uma tecnologia voltada ao tecido adiposo, por exemplo, não deve ser indicada automaticamente para uma alteração cuja causa principal seja outra.

Culotes: frequentemente há maior concentração de tecido adiposo subcutâneo, com características estruturais distintas das regiões de pele mais fina. Ainda assim, a região não deve ser avaliada só pelo volume: a qualidade da pele e a presença de flacidez associada também entram na conta.

Face interna das coxas: costuma reunir flacidez, alterações da textura e gordura localizada. “Essa é uma área que normalmente exige mais recursos justamente por combinar esses fatores em maior quantidade”, observa Andressa.

Glúteos: a complexidade anatômica é maior. Há diferentes compartimentos de tecido adiposo, incluindo as camadas areolar e lamelar, que influenciam diretamente o contorno e a sustentação. Depois de uma perda importante de peso, a redução do volume pode coexistir com menor sustentação da pele, e a estratégia precisa considerar os dois componentes. “Precisamos ter cuidado para não comprometer ainda mais a sustentação e a projeção glútea”, ressalta Kássila.

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Por que a profundidade do tratamento importa?

A escolha de uma tecnologia corporal não depende só da região, mas de qual camada do tecido precisa ser alcançada. Pele, gordura subcutânea e estruturas de sustentação têm características diferentes. A profundidade de aplicação deve acompanhar a anatomia da área e a alteração que se pretende tratar.

Tecnologias como o LinearZ ampliam as possibilidades por permitirem trabalhar com diferentes profundidades de ação, selecionadas de acordo com a anatomia e o objetivo terapêutico.

O LinearZ é um equipamento de ultrassom microfocado e macrofocado de 4ª geração, cujos protocolos permitem trabalhar da derme (1,5 mm) até a gordura profunda (13 mm). A definição da camada-alvo cabe ao médico, após avaliar a espessura dos tecidos e as características da região. Essa possibilidade de ajuste não significa que todas as áreas devam ser tratadas da mesma maneira: a escolha da camada é parte da individualização do procedimento.

Apoptose e neofibrogênese: dois mecanismos, objetivos diferentes

Entre os mecanismos envolvidos nos protocolos corporais do LinearZ estão a apoptose e a neofibrogênese.

A apoptose é um processo de morte celular programada e está associada, no contexto da tecnologia, à redução seletiva de gordura localizada. A neofibrogênese corresponde à formação e à organização de novas fibras de colágeno e elastina, relacionadas à firmeza e à sustentação da pele.

Os dois mecanismos não devem ser confundidos: um se relaciona ao tecido adiposo, o outro à qualidade e à estrutura da pele. A relevância de cada um depende da indicação e das características da região tratada. Escolher o protocolo, portanto, é definir qual tecido será o alvo, qual alteração precisa ser abordada e quais são os limites da tecnologia para aquele caso.

Existe uma sequência quando várias regiões incomodam?

Quando as queixas se espalham por diferentes áreas, o primeiro passo é estabelecer prioridades. “Minha abordagem começa com uma avaliação global da arquitetura corporal, identificando quais alterações são predominantes e quais tratamentos podem trazer maior benefício”, explica Kássila.

Em alguns casos, a principal necessidade é a gordura localizada; em outros, sobretudo após emagrecimento importante, é melhorar a sustentação e a qualidade da pele. É importante também avaliar se o peso está estabilizado, já que mudanças corporais contínuas podem interferir na evolução dos resultados.

Andressa descreve uma conduta própria: em sua prática, avalia a associação de injetáveis a tecnologias de ultrassom microfocado, visando a atuar tanto na firmeza quanto na gordura localizada. Não há, porém, uma sequência obrigatória que sirva para todos. A combinação de tecnologias e outros recursos pode fazer sentido em casos selecionados, e a conduta depende do diagnóstico, das características dos tecidos e dos objetivos definidos em consulta. “O intervalo entre as sessões é de 15 a 30 dias e devemos fazer de duas a três sessões”, avisa.

O que considerar antes de começar?

Flacidez, gordura localizada, celulite, perda de volume e excesso de pele são condições distintas e exigem avaliações específicas, ainda que apareçam juntas. Idade, genética, qualidade da pele, grau de flacidez, histórico de emagrecimento, estabilidade do peso e hábitos de vida estão entre os fatores que influenciam o planejamento.

“A tecnologia não substitui o diagnóstico. O sucesso do tratamento começa na identificação correta do problema e na seleção adequada da paciente”, afirma Kássila. Ela lembra que tecnologias não invasivas têm limitações, principalmente na face interna dos braços e das coxas quando há flacidez importante ou excesso significativo de pele, e que não devem ser tratadas como equivalentes a uma cirurgia nesses casos.

“É preciso saber que os resultados aparecem nos primeiros dias, mas vão ter seu pico de ação ao final dos 3 meses, com uma melhora da firmeza, da textura e contornos mais aparentes!”, diz Andressa. Isso porque a neocolagênese e a reorganização da matriz extracelular são processos progressivos, e os resultados podem continuar evoluindo ao longo das semanas e meses seguintes. A resposta dos tecidos dá-se de forma progressiva ao longo dos meses subsequentes à aplicação, variando amplamente conforme a capacidade biológica de regeneração de cada organismo, com melhora da firmeza, da textura e dos contornos. O intervalo entre as sessões e o protocolo são definidos pelo médico, conforme a região, a indicação e a resposta de cada paciente.

A chegada do verão pode despertar o interesse por cuidados corporais, mas não precisa transformar a decisão em uma corrida contra o calendário. Mais importante do que escolher uma região para tratar é entender o que acontece com os tecidos e qual abordagem faz sentido para cada pessoa.

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Conteúdo patrocinado por Jeisys Medical Brasil, LinearZ (Registro ANVISA nº 80117589109). A resposta aos procedimentos é individual e depende de diagnóstico clínico prévio em consulta presencial. O LinearZ (Registro ANVISA nº 80117589109) é uma tecnologia da Jeisys Medical Brasil, destinada à utilização por profissionais legalmente habilitados, conforme as normas vigentes e indicação clínica.

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