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‘Bandivo’ de Três Graças estreia no horário das 9: ‘Não esperava ser assim’

Vinicius Teixeira

Quem diria que logo um ‘bandivo’ roubaria o coração dos brasileiros? Vandilson, personagem de Vinicius Teixeira (34) na trama global das 9, Três Graças, caiu no gosto dos espectadores com seu jeito atrapalhado e divertido. E se o sucesso na telinha é certo, nas redes sociais, o ator conquistou ainda mais os fãs ao interagir com os espectadores da novela e gravar vídeos ao lado do elenco. “O carinho das pessoas nas redes sociais é muito louco! Eu não esperava que fosse ser assim. Está sendo uma fase muito bonita de se viver”, comemora Vini, durante papo descontraído com CARAS. Ao longo de 15 anos de carreira, ele trilhou seu caminho pelo teatro e pelo cinema, mas é na televisão que conquistou seu maior desafio, vivendo um arquétipo diferente de todos os outros que encarnou até aqui.

Confira as respostas de Vini:

– Como é fazer tanto sucesso logo em sua primeira novela?
– Está sendo incrível, eu estou muito feliz e animado. Estamos começando um ano novo e, conversando com os amigos, digo o quanto é bom estar com pessoas que gosto, numa novela que repercute bem. Estou querendo comemorar. Eu nem usava Twitter e TikTok, mas com a novela quis começar. Já dá até dor no coração pensar que vai acabar.

– Como foi sua trajetória para chegar até aqui?
– Parece que tudo que eu vivi na minha carreira me trouxe até aqui. A novela veio na hora certa. Todas as ferramentas como ator me dão a segurança para fazer a novela. Estou mais velho, tenho uma cabeça mais madura para lidar com situações como o trabalho, a responsabilidade e a exposição que isso traz. Fiz teatro por muitos anos, comecei a cantar também e, em determinado momento, fui para o cinema. Esse período me fez entender a diferença de linguagem do audiovisual, me deixou mais seguro para a novela. É dificil de me assistir, mas assisto para saber melhor sobre o meu trabalho.

– E qual o peso de estrear em uma novela das 9?
– Todo ator sonha com o horario das 9, é um lugar muito legal de mostrar nosso trabalho. Ficamos alguns meses contratados, ganhando bem, a gente nunca sabe como vai ser depois, mas sabemos o quanto trabalhamos antes. Agora é aproveitar com amor, dedicação. Sempre fui muito dedicado. Leio bastante, vejo todos os capítulos, assisto à novela todos os dias!

 

 

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– Como parte da comunidade LGBTQIAPN+ e tendo vivido vários personagens desse universo, como surgiu o convite para encarar o Vandilson, tão diferente?
– O produtor de elenco da novela me chamou porque me assistiu em uma peça e em um filme. Em ambos, eu vivi personagens LGBT e achei legal ele ter pensado em mim para o Vandilson. Nem todo mundo tem essa visão de arriscar, de proporcionar algo diferente. Fico feliz de ter essa oportunidade e de o público gostar. Sempre que eu recebo um personagem, eu penso no que me aproxima dele, mais do que tentar me diferenciar. Só eu tenho meu corpo, minha voz, meus pais, minha história, minha forma de me comunicar. O Vandilson é um traficante ambicioso, malicioso. Mas o meu jeito traz uma graça, uma doçura, que é o que conquista as pessoas. É esse molho! Na minha retrospectiva de músicas mais ouvidas do ano, só tinha rap e hip hop de São Paulo. Foi isso que me trouxe as referências das gírias que ele fala. Eram as músicas que ele ouviria. Nós passamos um mês na Brasilândia, trocamos muitas ideias com as pessoas de lá. A gente não sabe como vai ser a recepção do público antes de a novela estrear, então fui pela minha intuição.

– Como está lidando com todo o furor nas redes sociais e na vida real? Como reage a tantos comentários e cantadas?
– No TikTok é mais leve, é sempre algo de humor. No Twitter, vira baixaria! A galera solta o verbo (risos). No contato com as pessoas, percebi que todos abraçaram o nosso núcleo. Elas são carinhosas, divertidas. Até as cantadas, eu encaro como brincadeira. Sou assim com meus amigos também. Gosto disso e, para mim, é muito natural. Nada me incomoda. O teatro e o cinema são mais distantes das pessoas, o alcance é menor do que o de uma novela que passa no País inteiro. Adoro que venham até mim na rua, que me deem um abraço e troquem ideia.

– Vocês do elenco se divertem muito por trás das câmeras. Como se dá essa amizade?
– É um elenco maravilhoso. Eu acho todo mundo incrível, são pessoas muito queridas, talentosas, interessadas de verdade uns nos outros. É uma troca muito sincera e genuína. A gente está sempre junto porque gosta de estar junto. Nós saímos do set e vamos para a praia, tomar uma cerveja. Eu malho com a Gabriela Loran e o Lucas Righi também é um parceirão. Digo que são as pessoas certas no lugar certo.

– O que espera para o futuro depois do fim da novela? Como a sua vida e a sua carreira se transformaram por meio dela?
– Sou uma pessoa que batalha pela carreira. Nos últimos cinco anos, especialmente depois da pandemia, foram acontecendo coisas que eu sempre lutei muito para fazer. Eu estou feliz e com a sensação de que estou conquistando as coisas que sempre quis. Dá uma esperança que isso pode continuar acontecendo junto com meu esforço. Minha expectativa para o futuro é continuar assim. Pessoas da classe teatral viam a novela como algo bobo, fácil de fazer, mas é muito difícil. Te dá outra noção do trabalho, algo que com certeza vai me modificar tanto no teatro quanto no cinema.

 

 

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