A Globo confirmou, nesta terça-feira (15), os primeiros 20 nomes do elenco de Avenida Brasil 2. Entre eles, está Karol Lannes, que vai reviver Ágata, filha de Carminha (Adriana Esteves). A confirmação reacende um assunto que a atriz já havia tratado abertamente em entrevistas: o bullying que sofreu por causa do papel — um problema que, segundo ela, foi muito mais forte fora do set do que dentro dele.
Quem era Ágata em Avenida Brasil
Na novela, Ágata era a filha caçula de Carminha e Max, criada por Tufão como sua filha. Diferente do irmão Jorginho, ela cresceu dentro da família e tinha uma relação bem próxima do pai. A personagem era insegura, desajeitada e com a autoestima fragilizada. Isso porque Carminha fazia comentários depreciativos sobre a aparência da filha e a tratava com crueldade. A própria Memória Globo resume a relação das duas dizendo que Ágata sofria bullying da própria mãe.
O motivo recorrente das humilhações era o peso e a aparência da menina. Assim, a relação entre as duas acabou virando uma representação de gordofobia dentro da própria família — um tema que, como Karol revelaria depois, ultrapassou a tela.
Quando a ficção virou bullying real, na escola
Karol tinha apenas 12 anos durante as gravações de Avenida Brasil e já trabalhava em novelas desde criança. Segundo ela, essa experiência prévia ajudou a diferenciar o que acontecia na ficção daquilo que existia fora das câmeras. Ainda assim, o impacto da personagem alcançou sua vida pessoal.
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Segundo a atriz, colegas de escola passaram a usar os mesmos apelidos que Carminha dava a Ágata para provocá-la. Em 2020, ela já havia contado ao Gshow que amigos da escola a chamavam pelos apelidos da trama. Em uma conversa especial para a CARAS Brasil, os atores refletiram sobre como separavam a ficção da vida real e relembraram os cuidados recebidos durante as gravações.
“A Ágata sofria muito bullying. E aí, algumas crianças na época da novela faziam bullying comigo, por conta dos apelidos que a Carminha [me chamava], principalmente os meninos. As meninas iam fazer pelas costas, mas os meninos faziam na frente.”
Em entrevista ao jornal O Globo, Karol resumiu a diferença entre os dois ambientes — o set de gravação e a escola:
“Eu era a mascote do set; todo mundo me acolhia e me tratava muito bem.”
Como o set ajudava a separar ficção e realidade
Apesar do peso das cenas, Karol descreve um ambiente de trabalho protegido. Segundo ela, Adriana Esteves conversava antes das gravações e, depois de cada cena de humilhação, parava para abraçá-la e dizer que a amava e que ela era linda — justamente para reforçar que aquilo era apenas ficção.
Karol também contou ter recebido apoio do pai em relação à própria autoestima. O cuidado recebido no set ajudava a deixar claro para a atriz que as agressões pertenciam à ficção, enquanto, fora das gravações, ela precisava lidar com os apelidos reproduzidos por colegas da escola.
O retorno confirmado em Avenida Brasil 2
Mais de uma década depois da novela original, Karol Lannes está de volta ao papel de Ágata. A confirmação faz parte da primeira leva de nomes anunciados pela Globo para Avenida Brasil 2. Além dela, também retornam Adriana Esteves, Débora Falabella, Murilo Benício e Cauã Reymond, entre outros nomes da produção original.
A nova novela está prevista para estrear em janeiro de 2027, na faixa das 21h, no lugar de Quem Ama Cuida.
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