Novelas / CARREIRA

Aos 81 anos, veterana da TV tem críticas ácidas do passado contra a Globo resgatadas

Em meio ao anúncio da reprise de um de seus grandes sucessos, desabafos da atriz sobre as precárias condições de trabalho nos anos 80 voltam a repercutir

Irene Ravache e Gloria Pires em Éramos Seis, 2019 — Foto: Paulo Belote/Globo

O público que sente saudade de grandes atuações já tem data para reencontrar Irene Ravache na telinha. A partir do dia 27, a aclamada novela Além do Tempo (2015) retorna à programação da Globo na faixa Edição Especial. Na trama, a atriz brilha em dose dupla como a personagem Vitória, em duas épocas distintas. Entretanto, o que chamou a atenção recentemente não foi apenas o seu talento, mas o resgate de um desabafo polêmico feito pela artista há quase quatro décadas.

Em 1988, enquanto brilhava como a Leonora de Sassaricando, Irene disparou críticas severas contra o esquema de produção da emissora. Na época, ela afirmou que aquela seria sua última novela. De acordo com o Jornal do Brasil, a veterana estava insatisfeita com o crescimento burocrático do canal. “Em vez de aumentarem os estúdios, fazem escritórios. E não se grava em escritórios”, alfinetou a atriz. Ela reclamava, sobretudo, da falta de previsão e do ritmo exaustivo de trabalho.

Ícone da teledramaturgia

Nascida no Rio de Janeiro em 1944, Irene Ravache é uma das figuras mais respeitadas da cultura brasileira. Com mais de 60 anos de dedicação à arte, ela iniciou sua trajetória no teatro em 1963, na emblemática montagem de Eles Não Usam Black-Tie. Logo depois, em 1965, a atriz estreou na TV Globo, dando início a uma sequência de papéis que a consolidariam como uma das grandes damas da dramaturgia nacional.

Ao longo de sua carreira, Irene transitou com maestria entre diferentes emissoras e gêneros. Na TV Tupi, ela marcou época em produções como Beto Rockfeller (1968) e a primeira versão de A Viagem (1975). Já na Globo, protagonizou sucessos inesquecíveis como Sol de Verão (1982) e a comédia Guerra dos Sexos (1983). Entretanto, foi no SBT que ela viveu um de seus momentos mais aclamados: a doce e resiliente Dona Lola, na versão de 1994 de Éramos Seis, papel que lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Aqui está o resumo da trajetória de Irene Ravache, estruturado em dois parágrafos focados na sua evolução de 1963 até os dias atuais:

Seis décadas de protagonismo entre o palco e a tela

Nascida no Rio de Janeiro, Irene Ravache iniciou sua jornada artística em 1963 no teatro, estreando na emblemática montagem de Eles Não Usam Black-Tie. Logo em 1965, a atriz ingressou na TV Globo, mas foi na TV Tupi que consolidou seu nome em clássicos como Beto Rockfeller e a primeira versão de A Viagem. Ao longo dos anos 80, ela se tornou uma das maiores estrelas da dramaturgia brasileira, protagonizando sucessos como Sol de Verão e a icônica comédia Guerra dos Sexos. Em 1994, Irene alcançou o auge do reconhecimento popular e da crítica ao interpretar a doce Dona Lola na versão de Éramos Seis do SBT, papel que lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Com o passar das décadas, a veterana manteve seu prestígio internacional, sendo inclusive indicada ao Emmy por sua atuação em Eterna Magia. Em 2015, ela voltou a brilhar na Globo com a dupla personagem Vitória em Além do Tempo, trabalho que agora retorna ao público em reprise especial. Seu papel mais recente na televisão foi uma participação carregada de simbolismo na quinta versão de Éramos Seis (2019), onde passou o bastão da personagem Lola para uma nova geração.

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Yasmin Lima é jornalista formada pela Universidade Paulista e graduanda em Marketing pelo MBA da USP. Tem experiência em redação, redes sociais e análise de dados, tendo atuado em empresas do grupo UOL e em contas do Governo e da Prefeitura de São Paulo. Apaixonada por comunicação digital, tem interesse especial em temas de entretenimento, política e esporte