Morre a fiel escudeira do cantor Leonardo de quase três décadas de carreira

Uma das pessoas que estava há mais de duas décadas ao lado do cantor Leonardo morreu nesta terça-feira, 9. Saiba mais sobre a parceria de sucesso na música sertaneja

Leonardo - Foto: Reprodução / Instagram
Leonardo - Foto: Reprodução / Instagram

O cantor Leonardo perdeu uma das integrantes de sua trajetória profissional. Nesta terça-feira, 9, a assessora de imprensa Ede Cury morreu nesta terça-feira, 9, informou o Portal Leo Dias.

De acordo com a publicação, a causa da morte dela ainda não foi divulgada pela família. Logo depois da divulgação da notícia, o cantor Leonardo prestou uma homenagem singela e comovente.

Ele compartilhou um post com fotos dela e falou da longa parceria profissional deles. “Minha querida Ede, você sabe o quanto foi importante na minha vida e do meu irmão Leandro. Segurou muitas broncas, cuidou de mim como filho, e da minha família como sua. Colheu minhas lágrimas nos momentos mais difíceis, sempre com uma palavra amiga. Obrigado por tudo Ede, foram mais de 25 anos de cumplicidade e fidelidade. Para sempre estará no meu coração”, afirmou.

Ede Cury foi assessora de imprensa do cantor Leonardo desde a época da dupla dele com o irmão Leandro. Sempre dedicada ao seu trabalho, ela era conhecida por sempre cuidar da imagem do cantor nos veículos de comunicação.

Inclusive, Ede fez parte da comunicação com a imprensa durante grandes momentos da vida de Leonardo, como a morte do cantor Leandro em decorrência do câncer e também o acidente de carro do filho do sertanejo, Pedro Leonardo, há alguns anos. Ela sempre esteve pronta para responder as dúvidas dos jornalistas, enviar boletins e informações diárias e completas no calor da cobertura dos fatos marcantes.

Ede Cury iniciou sua carreira em 1990 e seguiu como assessora de Leonardo até o fim.

Ede Cury e Leonardo - Foto: Reprodução / Instagram
Ede Cury e Leonardo – Foto: Reprodução / Instagram
Ede Cury com Leonardo e Poliana Rocha - Foto: Reprodução / Instagram
Ede Cury com Leonardo e Poliana Rocha – Foto: Reprodução / Instagram

 

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Ede Cury relembrou os momentos do anúncio da morte de Leandro

Em entrevista ao jornalista André Piunti, a assessora de imprensa Ede Cury relembrou o seu trabalho na época da morte do cantor sertanejo Leandro, irmão de Leonardo. Ela contou sobre o desafio de lidar com as informações sobre a saúde do artista, a imprensa e a segurança para manter a privacidade da família. “Ele foi no dentista e fez uma chapa e apareceu o tumor. Foi aí que começou a nossa saga“, disse ela, e completou: “Todos nós achávamos que ele ia se curar. Do dia da descoberta até a morte foram 63 dias“.

Ela ainda relembrou quando eles comunicaram sobre a doença publicamente. “Eu acreditava na força da oração do povo brasileiro. Falei: olha, Leandro e Leonardo, vamos fazer uma coletiva e dizer verdadeiramente o que está acontecendo. Porque você vai fazer um tratamento para melhorar e pronto. A conversa foi super-rápida, contratei uma sala para a imprensa. O povo estava desconfiando, mas tinha o cancelamento dos shows que a gente precisava dar uma satisfação porque ele não podia mais fazer. Eu queria jogar o Leandro nos braços dos fãs. Me acusaram de ser marketeira na época, mas era sincero“, relembrou.

Então, ela contou que passar o maior número de informação para a imprensa para impedir boatos sobre a saúde do cantor. “Naquela época, o Jornal Nacional, a imprensa escrita, era tudo pessoalmente. Eu tinha uma estratégia que eu descia em horários. Eu fala nos momentos de telejornalismo. Eu fazia um texto pra mim, baseado em uma linguagem mais simples e dava um dado. Eu descia e falava. Eu falava o mesmo texto“, contou.

A assessora ainda relembrou que os médicos avisaram quando o quadro dele piorou e não iria mais se recuperar. “Os médicos já tinham em chamado e falado que ele não ia aguentar. A família foi toda para o hospital, menos o Leonardo que estava fazendo show, estava na Bahia. Eu não sei como, mas as coisas vão vazando“, contou.

Após a morte do cantor, ela agilizou tudo para iniciar o velório. “Quando o Leandro foi embora, sumiu todo mundo. Eu só encontrei o motorista do Leandro. Ficou aquilo: como vai ser? Onde vai ser? E eu tinha que vestir o Leandro. E agora?“, disse ela, que teve a ajuda do motorista. “Ele pegou a roupa inteirinha, aquela história do chapéu na beira do caixão, que eu não fui super penalizada por isso, na verdade era porque eu não tinha onde colocar o chapéu. Achavam que era marketing. Além de ser dele, eu não mandei buscar um chapéu, naquela confusão eu fiquei andando com ele [a peça]“, disse.

Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.