Feyjão revela sua primeira lembrança com samba: ‘Minha casa’
O cantor Feyjão revisita suas raízes ao relembrar como o samba entrou em sua vida ainda na infância

O cantor Feyjão relembrou suas raízes no samba. Em clima de Dia Nacional do Samba, que foi celebrado em 2 de dezembro, ele contou sobre as memórias do samba no quintal de casa com som alto e a alegria de sua família.
“Minha primeira lembrança com samba é o quintal da minha casa, minha mãe ouvindo Jorge Aragão no último volume, Raça Negra, Almir Guineto. Nos meus aniversários de três, quatro anos, a dança do caxambu rolava. Tinha uns LPs lá em casa, meu pai tinha um aparelho de som. Essa é minha primeira lembrança de samba“, disse ele.
Inclusive, ele contou sobre a relação do samba com sua origem ancestral. “Eu acho que o samba vai sempre estar vivo e atual porque é uma manifestação ancestral. Os tambores são uma expressão musical milenar, tudo vem da África. O povo brasileiro é muito preto, e mesmo quem não é preto na pele tem sangue preto correndo nas veias. O samba se mantém perpétuo por conta dessa ancestralidade que não se vê, mas se sente“, afirmou.
“Eu acho que o samba atravessa muitos momentos, mas sempre se mantém forte porque é um movimento de matriz africana. Tudo isso é resistência. Tudo isso é força para que esses direitos culturais chegassem até nós. O samba é mais uma criação heroica do povo preto. E hoje a gente tem expoentes que ultrapassam barreiras sociais e ajudam a manter esse movimento vivo. Thiaguinho, Péricles, Alexandre Pires, Alcione, Leci Brandão, toda essa turma que faz a manutenção do samba“, completou.
Por fim, ele citou um ídolo no samba. “Jorge Aragão é o compositor com quem eu mais tenho afinidade musical e sonora. Apesar de amar Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombrinha, Nei Lopes, todos eles, o Aragão é o que mais me remete à minha infância por causa do fanatismo da minha mãe. ‘Coisa de Pele’ tocava muito no meu quintal quando eu era criança. E tem uma frase muito importante nesse samba que diz que nem tudo que é bom vem de fora. Resiste quem pode à força dos nossos pagodes“, comentou.
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