Moda / Pertencimento, códigos e etapas!

Estilista transforma o ato de pertencer em narrativa visual

Com capítulos que evocam fluxo, jogo e ascensão, a estilista apresenta peças que dialogam com liberdade, textura e consciência

Na coleção, os volumes supercontemporâneos surgem com misturas de tecidos atuais! - Fotos: BRAZILNEWS
Na coleção, os volumes supercontemporâneos surgem com misturas de tecidos atuais! - Fotos: BRAZILNEWS

Em kosmo.polítes, coleção desfilada durante a edição 60 da SPFW, a estilista Lilly Sarti (39) transforma o ato de pertencer em narrativa visual e continuidade. A apresentação foi estruturada em três capítulos: circuito, tabuleiro e escada. A proposta se traduz em uma leitura sensível da mulher contemporânea, que transita entre mundos, códigos e atmosferas sem buscar um ponto fixo. Cada etapa sugere um estado de passagem.

O circuito como fluxo inicial, o tabuleiro como jogo de possibilidades e a escada como ascensão simbólica, num percurso que reflete a liberdade, a mistura e a expansão. É uma coleção que compreende o vestir como território, sempre em construção e deslocamento. O diálogo entre materiais reforça essa dinâmica.

Couro e jeans surgem como opostos complementares, matéria e ar, rigidez e fluidez. O couro, trabalhado de maneira surpreendentemente leve, se dobra, flui e se sobrepõe a xadrezes e superfícies lisas, criando contrastes calculados em uma paleta que viaja por verdes profundos, terrosos quentes e nuances luminosas.

As modelagens diversas, que atuam com amplitude e ajuste e que convidam a misturas, adições e intercâmbios, evidenciam o desejo da marca de propor uma moda que acompanha as transformações, estimulando a usuária a modular sua própria silhueta, como quem escolhe caminhos em um tabuleiro em movimento constante.

Nos detalhes, reside o equilíbrio entre a estética urbana sofisticada, tão presente na trajetória da marca, e a calmaria do artesanal. Lenços de couro, calças com pregas, bolsas maleáveis, cintos e colares metálicos que pontuam a narrativa com brilho controlado. Nada ali é adorno e cada elemento atua como extensão da ideia de pertencimento, não a um espaço geográfico, mas a um estado de consciência. Aqui a marca revela uma coleção que pensa a mulher não como destino final da roupa, mas como movimento constante.

Leia mais: Estilista japonesa explora o limite entre arte e moda em desfile significativo

FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS DOS FAMOSOS ACOMPANHANDO À CARAS BRASIL NAS REDES SOCIAIS:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)