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Chanel chega com novos ares em seu próprio universo; veja fotos!

Destaque da semana na coluna Moda de Paula Martins, a Chanel apresenta uma reinterpretação fresca do visual padrão em nova coleção

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Não tem como negar: a Chanel possui seu próprio universo. E muito mais do que a metáfora que pôde ser percebida no cenário da apresentação de sua coleção spring 26, é fato que Gabrielle Chanel (1883-1971) criou todo um mundo de códigos, referências e linguagens.

Na estreia do estilista francês Matthieu Blazy (41) na marca, ficou mais do que claro que, finalmente, a Chanel entrou no novo milênio. Sabemos que a maison possui uma cartilha forte de narrativas estéticas e que dificilmente seria quebrada na coleção inaugural de Blazy.

Mas certamente tivemos uma reinterpretação fresca do visual padrão da marca. E a diferença é bastante evidente. Coleções feitas por um time de estilo, como vinha sendo feito na Chanel desde a saída da estilista francesa Virginie Viard (63), em junho de 2024, têm seu valor em momento de transição, mas o toque de um profissional criativo é primordial. E isso ficou muito claro nesta apresentação.

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Vê-se a Chanel, mas a presença de Blazy foi inquestionável. Como um mago das texturas e da expansão da silhueta por meio das técnicas artesanais, o estilista imprimiu sua visão nos looks dramáticos, com movimentos que saltavam aos olhos. Os movimentos, aliás, foram um show à parte.

É interessante notar como eles são mais livres e quase independentes da silhueta, colocados na parte de baixo dos looks, como uma extensão etérea do caminhar. Essa fluidez traz uma certa poesia a um ato tão simples. Andar para frente, aqui, tem um significado muito potente para a maison após um período incerto.

E por que não o fazer de maneira sublime, como se a roupa fizesse parte daquele corpo caminhante, mas, de alguma maneira, também tivesse vida própria. O tweed, apesar de não ser o foco da coleção, apareceu renovado, em versão com tramas espaçadas e aspecto rústico, com barras inacabadas e desgastespropositais. O passado, apesar de vir como pavimento, não foi o protagonista. Ele apareceu modesto e deu passagem a um futuro fresco e respeitoso.

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