A comunicação vai muito além das palavras! Essa foi a principal reflexão do programa CARAS Astros & Oráculos, apresentado por Vanessa Alvaiz, que reuniu o especialista em comunicação Reinaldo Passadori e a estudiosa de arquétipos Ana Diglio para um bate-papo sobre como a forma de se expressar pode influenciar decisões, relacionamentos e até o sucesso na carreira.
Durante a conversa, os convidados defenderam que a comunicação pode ser vista como um verdadeiro “oráculo”, já que funciona como um instrumento de autoconhecimento e direcionamento para a vida.
“A base de todo o processo tem a ver com a comunicação que eu faço comigo mesmo”, afirmou Reinaldo Passadori ao explicar que a maneira como cada pessoa se enxerga influencia diretamente a forma como se apresenta ao mundo.
Comunicação também se aprende
Conhecido pelo lema “Quem não comunica, não lidera”, Passadori explicou que uma boa comunicação é essencial para quem deseja ocupar posições de liderança. Segundo ele, embora algumas pessoas tenham mais facilidade para falar em público, a habilidade pode ser desenvolvida com prática e dedicação.
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“Todos nós podemos desenvolver essa habilidade de liderança. Muito embora não tenhamos, talvez, um dom, uma facilidade nata para que possamos desenvolvê-la”, destacou o especialista durante o programa.

Arquétipos ajudam a identificar bloqueios
Ao longo da entrevista, Ana Diglio explicou como utiliza os arquétipos para compreender padrões de comportamento e auxiliar pessoas que enfrentam dificuldades para se comunicar, especialmente no ambiente corporativo.
Segundo ela, experiências vividas ao longo da vida podem gerar bloqueios que impedem uma comunicação clara e assertiva.
“Ele não é assim. Ele está assim”, afirmou ao comentar casos de líderes que desenvolvem comportamentos autoritários, mas podem ressignificar essas características por meio do autoconhecimento.
O poder das palavras
Outro tema abordado foi a força das palavras. Para Passadori, declarações feitas com intenção funcionam como um direcionamento para as escolhas e objetivos pessoais.
Já Ana ressaltou a importância da expressão “eu sou”, lembrando que ela carrega um forte significado emocional. Para a especialista, trocar frases como “eu sou triste” por “eu estou triste” ajuda a evitar que sentimentos momentâneos se tornem parte da identidade da pessoa.
Exercício de autoconhecimento
Na reta final do programa, Reinaldo Passadori sugeriu um exercício de reflexão: listar 50 características positivas e outras 50 negativas sobre si mesmo. De acordo com ele, a prática fortalece a autoestima, amplia a consciência sobre as próprias habilidades e facilita a identificação de comportamentos que podem ser transformados.
Ana Diglio concordou e reforçou que reconhecer tanto as qualidades quanto as sombras é um dos caminhos para desenvolver uma comunicação mais autêntica, equilibrada e alinhada à própria essência.
Confira a entrevista completa com os especialistas:

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