Eventos / SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade além do discurso: projeto usa eventos para reflorestar e empregar

O apresentador Phelipe Siani, o CEO do Jardins de Monet, Lee Andriotti, o cantor Theo Reis e o visagista da Casa Conceito Jardins, Murilo Maurício

Unindo sustentabilidade, inclusão social e compromisso ambiental, o novo projeto Monet na Floresta propõe transformar eventos em ações concretas de preservação do meio ambiente. Idealizado pelo buffet Jardins de Monet, o projeto foi oficialmente apresentado em um evento especial realizado nos Jardins, em São Paulo, na charmosa Casa Conceito Jardins.

Segundo Lee Andriotti, CEO do Jardins de Monet, a ideia surgiu após um estudo do Instituto Técnico de Gestão Ambiental (ITGA) que revelou o quanto a empresa já estava alinhada com as práticas ESG (sigla para Ambiental, Social e Governança, em inglês). “Sempre buscamos a sustentabilidade dentro da empresa. Depois de um estudo, tivemos a grata surpresa de que cumprimos 14 dos 17 tópicos necessários para conquistar o selo ESG”, afirmou. Ele reforça que é possível, sim, empreender de forma consciente no Brasil: “Um pouquinho que cada um faz se torna um grande lucro para o planeta.”

O projeto Monet na Floresta prevê o plantio de 20 árvores nativas para cada 100 convidados em eventos realizados pelo buffet, com o cuidado e manutenção dessas árvores durante três anos. “Hoje, mitigamos os gases por meio do plantio dentro da cidade. Amanhã ou depois, essas árvores vão contribuir para reduzir o efeito estufa”, explicou Lee.

A ação, segundo ele, não impacta o valor final dos serviços, uma vez que a empresa criou um mecanismo para conseguir ajudar pessoas em vulnerabilidade social. “Capacitamos pessoas de baixa renda como plantadores. Isso também contribui para a renda dessas famílias, promovendo uma economia circular.”

O diretor executivo do ITGA, Amilcar Maciel, também envolvido no projeto, reforça a importância de iniciativas ambientais dentro do setor de eventos, tradicionalmente associado a grande geração de resíduos e emissões. “O Monet na Floresta tem o propósito de contribuir com o planeta. Compensamos a pegada de carbono que o evento deixa, e as árvores sequestram esse
carbono por meio da fotossíntese. Não é greenwashing. É um compromisso sério, com geração de emprego e renda para pessoas em vulnerabilidade social”, destacou.

Além disso, o projeto se compromete a seguir critérios técnicos para calcular a emissão de carbono gerada em cada evento, considerando transporte, descarte de resíduos e outras práticas. O reflorestamento ocorre em regiões prioritárias, como a Serra da Mantiqueira. A estimativa é plantar cerca de 1.700  árvores por ano, gerando de quatro a cinco empregos diretos para garantir o cuidado das mudas ao longo dos três anos necessários para seu desenvolvimento saudável.

Durante o lançamento, o jornalista e apresentador Phelipe Siani elogiou a iniciativa e o comprometimento do parceiro Lee Andriotti. “O Lee não faz nada pela metade. Esse projeto tem assessoria técnica, engenheiro florestal acompanhando, é realmente algo sério. Sustentabilidade com geração de crédito de carbono e reflorestamento. Todo mundo deveria fazer assim, mas isso dá trabalho e nem toda empresa está disposta a investir tempo e dinheiro.”

Siani também apontou a dificuldade que a sociedade enfrenta para adotar práticas sustentáveis no dia a dia. “É difícil fazer o descarte correto, fazer compostagem… Não tem estrutura nas grandes cidades. Todo mundo precisa fazer um pouquinho, mas o poder público precisa colaborar para que esse pouquinho se torne algo grandioso”, avaliou.

Com o projeto Monet na Floresta, o Jardins de Monet reforça sua posição como um buffet engajado ambientalmente no Brasil, mostrando que é possível aliar experiência, sofisticação e responsabilidade socioambiental. Como afirmou Amilcar Maciel, “evento sustentável é o evento do presente e o evento do futuro”.