CARAS Talks debate nova era da estética e valoriza identidade individual
Evento destaca a naturalização facial como caminho para resultados mais sutis, humanizados e alinhados à história de cada paciente

O debate sobre estética, identidade e bem-estar ganhou destaque no CARAS Talks Naturalização, evento que colocou em pauta a evolução dos procedimentos estéticos e a busca por resultados cada vez mais autênticos. Com foco na naturalização facial, o encontro reuniu especialistas para discutir práticas que priorizam a valorização da individualidade, respeitando as características próprias de cada paciente.
Durante o painel ‘Conceitos Essenciais’, o foco esteve na explicação sobre a transição dos exageros do passado para resultados mais sutis e personalizados. A naturalização surge como resposta a um público cada vez mais consciente, que busca bem-estar, autoestima e identificação com a própria imagem, sem abrir mão da naturalidade.
Para Gladia Bernardi, mentora de clínicas de medicina, esse novo olhar está diretamente ligado à forma como o paciente é acolhido. “Eu costumo dizer que luxo na saúde hoje é o atendimento humanizado”, afirmou. Segundo ela, a mudança de terminologia acompanha uma transformação mais profunda no setor. “A harmonização vinha acompanhada de exageros, a naturalização já é acompanhada pela naturalidade”, explicou, destacando que o conceito começa muito antes de qualquer procedimento.
A especialista reforçou ainda que a escuta ativa é essencial para alcançar resultados coerentes. “Para entregar esse resultado natural ao paciente é necessário começar pela escuta ativa”, pontuou, defendendo que compreender desejos, inseguranças e expectativas é parte fundamental do processo.
A cirurgiã-dentista e especialista em naturalização facial Renata Marins, especialista em harmonização facial, compartilhou da mesma visão e ressaltou a importância de um planejamento individualizado. “Nós entendemos toda a história do paciente para oferecer o melhor planejamento e tratamento para ele”, disse. Para ela, a técnica deve sempre estar a serviço da pessoa, e não o contrário, respeitando a anatomia e a identidade de quem busca o procedimento.
Já a odontóloga Andressa Barros, também especialista em naturalização facial, abordou um tema recorrente nos consultórios: a busca por referências externas. Segundo ela, a inspiração pode ser válida, desde que bem direcionada. “Acho muito legal quando o paciente se inspira em alguém, mas a gente tenta trazer um pouco para a realidade, para que seja possível e para fugir da padronização”, afirmou.
Andressa concluiu destacando a importância de respeitar a singularidade de cada rosto. “Se inspirar é diferente de copiar, precisamos entender que cada rosto é individual e tem suas características”, disse.
O painel reforçou, assim, que a naturalização facial vai além da estética: trata-se de um movimento que une técnica, escuta e sensibilidade, redefinindo os padrões de beleza contemporâneos.
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