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Filha caçula de Mané Garrincha, a MC Pink, morre aos 44 anos

Lívia dos Santos, conhecida como MC Pink e filha do jogador Mané Garrincha, morre aos 44 anos de idade no Rio de Janeiro

Livia dos Santos, a MC Pink - Foto: Reprodução
Livia dos Santos, a MC Pink - Foto: Reprodução

Filha caçula do jogador de futebol Mané Garrincha (1933-1983), Lívia dos Santos, conhecida como MC Pink, morreu aos 44 anos de idade. A morte dela foi confirmada pela filha em um post nas redes sociais.

“Te amo muito, mãe, minha estrelinha mais linda. É, mamãe, não consigo acreditar ainda que você se foi, parece que foi ontem quando a gente estava juntas no quarto rindo de tudo, mas Deus tinha outros planos para você. O importante é você estar bem, essa dor nunca vai sair de mim, mas saiba que eu te amo muito e sempre vou te amar”, disse a jovem.

Segundo o site G1, Lívia sofria de problemas cardíacos. Ela morava em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e era filha de Mané Garrincha com Vanderléia Oliveira.

Mané Garrincha: a trajetória e o final triste

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, é mais que um nome na história do futebol: ele é um mito. Conhecido como o “Anjo das Pernas Tortas”, Garrincha encantou o mundo com um talento singular, dribles desconcertantes e uma ingenuidade que contrastava com sua genialidade em campo.

A Trajetória de um Gênio com “Defeito”

Nascido em Pau Grande, distrito de Magé (RJ), Garrincha começou a jogar com pernas que formavam um arco, resultado de problemas congênitos. O que parecia ser um impedimento, transformou-se em sua marca registrada. Ele desequilibrava os adversários com movimentos imprevisíveis e se tornou o maior ponta-direita da história.

Garrincha iniciou sua carreira profissional no Botafogo em 1953, clube pelo qual jogou a maior parte de sua vida e onde se tornou ídolo. Em seu primeiro treino, ele já impressionou o renomado lateral Nilton Santos, que imediatamente pediu sua contratação após ser “humilhado” por um de seus dribles. Pelo Botafogo, Mané conquistou títulos importantes, como o Campeonato Carioca (1957, 1961, 1962) e o Torneio Rio-São Paulo (1962).

O auge de sua carreira foi defendendo a Seleção Brasileira. Ao lado de Pelé, Garrincha fez parte de uma dupla invencível: com os dois juntos em campo, o Brasil jamais perdeu uma partida.

  • Copa do Mundo de 1958 (Suécia): Garrincha foi fundamental na conquista do primeiro título mundial.
  • Copa do Mundo de 1962 (Chile): Com a lesão de Pelé no segundo jogo, Garrincha chamou a responsabilidade para si e liderou o time ao bicampeonato. Ele foi eleito o melhor jogador da competição e também terminou como artilheiro (com 4 gols, ao lado de Vavá e outros).
  • Foram 60 jogos pela Seleção Canarinho, com 52 vitórias, 7 empates e apenas uma derrota, em 1966, na Inglaterra, em sua última partida vestindo a camisa amarela.

O Fim da Carreira

Após deixar o Botafogo, Mané peregrinou por clubes como Corinthians, Portuguesa (RJ), Atlético Junior (Colômbia) e Olaria, time pelo qual fez sua última partida como profissional em 1972. Ele se casou duas vezes, primeiro com Nair Marques, com quem teve oito filhas, e depois com a cantora Elza Soares, um relacionamento que gerou polêmicas e foi amplamente acompanhado pela mídia da época.

A vida que levava multidões ao delírio no Maracanã terminou com sua morte quando ainda era jovem. Após diversas internações, Mané Garrincha faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos. A causa da morte foi cirrose hepática, congestão pulmonar e pericardite.

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Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.