O sucesso de Maria Clara e JP na internet começou de forma despretensiosa. Hoje, a família soma cerca de 70 milhões de inscritos em diferentes canais, mas o projeto nasceu quando Maria Clara tinha apenas três anos e a produção de vídeos ainda era vista como uma brincadeira e uma forma de guardar lembranças.
A ideia do canal surgiu a partir do interesse da pequena por vídeos no YouTube e das gravações feitas em família. “Começou com uma brincadeira. A gente nunca imaginou que ia chegar nesse ponto”, recordou Carol, mãe de Maria Clara e JP.
O primeiro grande objetivo parecia distante dos números atuais. “Meu sonho é fazer 100 mil inscritos”, contou ela ao lembrar os primeiros anos do projeto.
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Vídeos eram feitos como recordação
Para Maria Clara, os primeiros conteúdos tinham outro significado. Ela revelou que imaginava rever aquelas gravações muitos anos depois como uma espécie de álbum de memórias da infância.
“Quando começou pra mim, eu pensava que era uma brincadeira e que era vídeo pra recordação”, afirmou.
Uma das lembranças da família envolve uma live realizada quando o canal ainda tinha cerca de 600 mil inscritos. Durante uma brincadeira de torta na cara, Maria Clara acabou chorando após levar uma tortada do irmão, e o episódio se tornou tão marcante que eles passaram anos sem realizar novas transmissões ao vivo.
Hoje, com 11 anos de canal, a família costuma revisitar os conteúdos antigos e se emociona com as lembranças das viagens e dos momentos vividos juntos. “A gente consegue ver coisa de 10 anos atrás”, observou Maria Clara.
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Pai deixou emprego após 17 anos
O crescimento dos canais também mudou profundamente a vida profissional da família. Gibson contou que trabalhou durante 17 anos na Caixa Econômica Federal e jamais imaginou deixar o emprego, até perceber que o projeto digital havia se tornado uma nova possibilidade para todos.
“Eu fiz o concurso, passei e falei assim: ‘Caraca, eu vou me aposentar na Caixa Econômica’. Era um emprego excelente. Eu gostava muito de trabalhar lá. Jamais eu pensei que um dia eu fosse sair”, relatou.
A decisão aconteceu em meio às mudanças da família, que deixou o Rio de Janeiro e passou um período morando na Flórida, nos Estados Unidos. Depois de pedir uma licença sem vencimentos, Gibson decidiu pedir demissão para acompanhar a nova fase.
Carol também viveu um momento de virada. Ela contou que gravava e editava vídeos enquanto conciliava o trabalho com os atendimentos aos clientes, até perceber que seu interesse estava cada vez mais voltado para a produção de conteúdo.
“Até que caiu a ficha: ‘Gente, pra que eu tô aqui […] se quando o cliente chega, eu não quero atender o cliente, que eu tenho que editar o vídeo que eu gravei ontem?’”, recordou.
Para a família, o crescimento aconteceu de forma gradual e sem um planejamento inicial. “Foi tudo muito verdadeiro, foi orgânico”, resumiram durante a conversa.
Agora, após mais de uma década diante das câmeras, Maria Clara e JP continuam transformando experiências da rotina em conteúdo, enquanto os próprios vídeos preservam a história de uma trajetória que começou como brincadeira e se tornou um trabalho para toda a família.
Confira a entrevista completa:

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