O cantor de forró Tato, do grupo Falamansa, criou um verdadeiro refúgio para ter contato com o clima de natureza mesmo morando em São Paulo. O astro realizou uma reforma no quintal de casa para criar um refúgio que lembre a praia para curtir a vida com a esposa e os quatro filhos. O resultado foi um cenário que parece que eles são transportados para o litoral mesmo quando estão em uma cidade sem mar.

A mansão luxuosa com piscina orgânica

De acordo com a revista Casa e Jardim, a mansão de Tato tem 975 metros quadrados em um terreno de 1,9 mil metros quadrados, com quatro suítes e decoração com materiais naturais. Localizada na Granja Viana, em São Paulo, a propriedade recebeu um quintal com clima de praia.

O local recebeu uma piscina com contornos orgânicos e com estética inspirada na praia. O espaço ganhou uma prainha com areia, lago ornamental, plantas e um spa com aquecimento. Além disso, a piscina foi integrada com a área gourmet, que segue a mesma estética de litoral, com direito a cooktop e churrasqueira para as refeições.

Destaques da história do Falamansa

A história da banda Falamansa e de seu carismático vocalista, Tato, confunde-se com o próprio renascimento do forró nas grandes metrópoles brasileiras. No final da década de 1990, quando o mercado musical era dominado por outros ritmos urbanos, um grupo de jovens paulistanos ousou trazer a poesia e o balanço do Nordeste para o centro do país. Com letras que transbordam positividade e uma batida inconfundível, o Falamansa criou uma identidade única que atravessa gerações sem perder o frescor e a essência de sua fundação.

A caminhada musical começou em 1998, na cidade de São Paulo. Tato, cujo nome de batismo é Ricardo Cruz, havia composto a canção Asas para um festival de música da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Faltando poucos dias para a apresentação, ele precisou recrutar músicos para formar uma banda de apoio. Foi assim que se juntaram ao projeto os talentosos Dezinho (triângulo), Alemão (zabumba) e Valdir (acordeon), dando vida ao quarteto clássico que permanece unido até os dias atuais.

A recepção do público jovem foi tão avassaladora que o grupo rapidamente se tornou o principal nome do movimento que ficou conhecido como forró universitário. O álbum de estreia, Deixa Entrar, lançado no ano 2000, transformou-se em um fenômeno de vendas absoluto, conquistando discos de diamante e ouro. Músicas como Xote dos Milagres, Rindo à Toa e Avisa tornaram-se hinos nacionais, tocando exaustivamente em rádios de norte a sul do país.

O segredo do xote do bem e o respeito às raízes de Luiz Gonzaga

Desde os primeiros passos, Tato assumiu o papel de principal compositor da banda, imprimindo uma filosofia muito clara em suas letras: falar de amor, natureza, espiritualidade e superação, evitando clichês apelativos. Essa escolha artística consciente deu origem ao termo xote do bem, uma marca registrada do Falamansa que prega a alegria como ferramenta de transformação social e cura emocional para os ouvintes.

Apesar da modernização nos arranjos para dialogar com o público jovem do Sudeste, a banda sempre manteve um respeito profundo pelos grandes mestres do gênero, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro. Essa reverência às matrizes tradicionais do forró garantiu ao grupo o respeito da velha guarda do Nordeste, abrindo portas para apresentações históricas nos maiores polos juninos do país, como Caruaru e Campina Grande.

Reconhecimento internacional, Grammy Latino e longevidade

A maturidade musical trouxe prêmios importantes e a consolidação do Falamansa como um patrimônio da cultura pop nacional. Em 2014, a banda atingiu um dos momentos mais altos de prestígio ao conquistar o prêmio de Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras no Grammy Latino com o disco Amigo Velho, uma celebração à amizade e à longevidade da própria carreira.

Ao longo dos anos, o grupo provou ser avesso às crises de ego que costumam desfazer grandes bandas. Com a mesma formação há mais de 25 anos, Tato e seus companheiros continuam lançando projetos inovadores, como parcerias com artistas do pop, do reggae e da MPB, mostrando uma capacidade rara de se reinventar nas plataformas digitais sem abandonar a zabumba, o triângulo e a sanfona que os consagraram.

O Falamansa segue sua estrada provando que a música feita com o coração não tem prazo de validade. Ao arrastar milhares de pessoas em festivais, festas juninas e shows corporativos com o mesmo sorriso no rosto do início da carreira, Tato e sua equipe mostram que o rindo à toa que embalou os anos 2000 continua sendo o melhor remédio para os desafios do presente.