Uma das ex-primeiras-damas mais conhecidas de todo o mundo, Jacqueline Kennedy Onassis, a Jackie Kennedy, (1929-1994) foi um ícone de sua época por sua elegância e relação com a família Kennedy. Ela foi a esposa do 35º presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, e se tornou uma estrategista cultural, editora de sucesso e uma sobrevivente de uma tragédia: o assassinato de seu marido ao seu lado durante um desfile em carro aberto.
Depois de tudo o que viveu, ela passou 30 anos de sua vida em seu refúgio, que era apartamento em um dos endereços mais caros de Nova York. Ela viveu no local com os dois filhos, Caroline e John Jr, por cerca de 30 anos. Ela comprou o imóvel em 1964, por US$ 200 mil, e permaneceu como proprietária até sua morte, em 1994. O apartamento ficava no último andar de um prédio de luxo na Quinta Avenida e tinha vista para o Central Park.
Como era o apartamento de Jackie Kennedy?
Com aproximadamente 490 metros quadrados, o imóvel tinha cinco quartos e cinco banheiros, além de um lavabo. A propriedade também contava com ambientes amplos e áreas externas.
Entre os espaços do apartamento estavam:
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- biblioteca;
- jardim de inverno ou conservatório;
- sala de jantar;
- dois terraços;
- três lareiras;
- cinco quartos;
- cinco banheiros e um lavabo.
A decoração tinha muitas estampas e um estilo romântico. O endereço também se tornou o cenário de uma nova fase da vida de Jackie depois da morte do marido.
Na época da compra, o condomínio custava US$ 14 mil.


Jackie morreu no apartamento
O imóvel permaneceu com Jackie até os últimos dias de sua vida. Em maio de 1994, ela morreu aos 64 anos em decorrência de um linfoma não Hodgkin. Após passar por quimioterapia e outros tratamentos, a ex-primeira-dama recebeu a informação de que não havia mais nada a ser feito no caso dela. Segundo o *The New York Times*, Jackie retornou ao apartamento depois de uma breve internação no New York Hospital-Cornell Medical Center e morreu pouco tempo depois.
O imóvel mudou de mãos após a morte de Jackie
Depois da morte da ex-primeira-dama, o apartamento foi vendido. Em 1995, o bilionário David Koch comprou a propriedade por US$ 9,5 milhões. Koch afirmou ao Observer que reformou completamente o imóvel. Segundo ele, Jackie era conservadora financeiramente e não gastava muito com a propriedade.
“Nós esvaziamos o apartamento e refizemos tudo”, declarou Koch. Em 2006, o imóvel foi vendido novamente, desta vez para o gestor de fundos de hedge Glenn Dubin por US$ 32 milhões. Apesar das mudanças de proprietário, a ligação com Jackie Kennedy continuou fazendo do apartamento um endereço de interesse público.
O apartamento foi recriado em uma minissérie
A história do imóvel também voltou a aparecer na televisão. Em fevereiro deste ano, o apartamento da Quinta Avenida foi recriado na minissérie do FX Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette.
A produção aborda o relacionamento entre John F. Kennedy Jr., filho de Jackie, e Carolyn Bessette, incluindo o casamento secreto do casal em 1996.
O designer de produção Alex DiGerlando contou à *Architectural Digest* que reproduzir o apartamento foi um desafio e que a planta original foi recriada com bastante precisão.
Quem foi Jackie Kennedy?
Jackie Kennedy foi a esposa do 35º presidente dos Estados Unidos e uma das figuras mais conhecidas da família Kennedy. Sua trajetória também ficou marcada pela atuação na preservação cultural e pelo trabalho editorial.
Um dos episódios mais emblemáticos de sua vida aconteceu em 22 de novembro de 1963, quando John F. Kennedy foi assassinado durante um desfile em carro aberto em Dallas.
Na ocasião, Jackie usava um conjunto Chanel rosa e se recusou a trocar de roupa mesmo depois de o tecido ficar manchado de sangue. A atitude ajudou a consolidar a imagem de força e resistência associada à ex-primeira-dama.
Jackie também deixou sua marca na Casa Branca
Em 1962, Jackie conduziu um tour televisivo pela Casa Branca, apresentando a restauração histórica que havia liderado. O programa atraiu mais de 56 milhões de espectadores e rendeu a ela um prêmio Emmy honorário.
A ex-primeira-dama também se dedicou à preservação de Nova York. Após a morte de John F. Kennedy e seu segundo casamento com Aristóteles Onassis, participou dos esforços para preservar o Grand Central Terminal.
No fim da vida, trabalhou como editora na Viking Press e na Doubleday.
A trajetória de Jackie foi além da política
Antes de se casar, Jackie venceu um concurso da revista *Vogue* para estagiar em Paris e Nova York, mas desistiu da oportunidade no primeiro dia por pressão familiar. Ela também falava francês, espanhol e italiano e utilizou o conhecimento dos idiomas em viagens diplomáticas.
Após o casamento com Aristóteles Onassis, passou a ser conhecida como Jackie O e adotou alguns dos elementos de estilo que se tornaram marcantes em sua imagem, como os óculos grandes e os lenços na cabeça.
Jackie morreu em 1994, aos 64 anos, mas sua trajetória continuou associada à moda, à cultura, à preservação histórica e à família Kennedy.

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