Casa de cantora homenageada na Globo foi vendida por R$ 3,2 milhões e virou museu
Residência histórica à beira-mar em Maricá, usada por décadas pela artista, integra circuito cultural e preserva legado musical e pessoal

No 49º aniversário de morte de Maysa, uma das artistas mais influentes da música brasileira, o legado da cantora volta a ganhar força. Dono de uma voz carregada de emoção e dramas pessoais que marcaram o país, seu repertório eternizou clássicos como “Meu Mundo Caiu”, “Ouça”, “Resposta” e “Bom Dia Tristeza”, sucessos que atravessaram décadas e fizeram parte de trilhas de novelas da TV Globo — reforçando sua presença contínua no imaginário nacional.
A casa onde Maysa viveu, em Maricá (RJ), tornou-se, em 2021, um museu dedicado à sua memória, transformando o antigo refúgio da artista em um espaço de preservação cultural e de homenagem à sua trajetória. A decisão reforça o tamanho de sua influência e mantém viva a história de uma das vozes mais emblemáticas do país.
A casa de Maysa em Maricá: de refúgio pessoal a museu público
Localizada na Praia de Cordeirinho, a casa que por décadas serviu de refúgio para Maysa será oficialmente transformada em “Museu Casa”. A propriedade mantém características originais, com vista ampla para o mar e arquitetura que preserva a identidade afetiva da artista.
O acervo reunido no local inclui fotos, cartas, objetos pessoais e registros de diferentes fases da carreira de Maysa, oferecendo ao público uma experiência de imersão na vida da cantora. O projeto museológico ainda não teve data de inauguração confirmada, mas deve fazer parte do circuito cultural do município.
Quem foi Maysa e sua conexão profunda com Maricá
Maysa Figueira Monjardim nasceu em 1936 e rapidamente se tornou uma das vozes mais marcantes da música romântica brasileira. Dono de um timbre único e de forte expressão emocional, seu repertório atravessou gerações e influenciou artistas até hoje.
A cantora tinha uma relação intensa com Maricá — cidade sobre a qual escreveu, confidenciou e viveu grandes momentos pessoais. Em seus relatos, ela dizia que ali “foi verdadeiramente feliz”.
Maysa morreu em 22 de janeiro de 1977, aos 40 anos, em um acidente na Ponte Rio-Niterói, quando voltava justamente para a casa em Maricá, o local que agora será dedicado à preservação de sua memória.
A transformação em museu e o impacto cultural da propriedade de R$ 3,2 milhões
A antiga casa de Maysa, localizada em Maricá (RJ), foi adquirida pela prefeitura por R$ 3,2 milhões, com o objetivo de preservar o acervo afetivo e histórico ligado à vida da cantora. A compra reforça o reconhecimento oficial do legado da artista, cuja história voltou aos holofotes com a minissérie “Maysa: Quando Fala o Coração”, escrita e dirigida por seu filho, Jayme Monjardim, exibida pela TV Globo.
Com a transformação do imóvel em museu, Maricá passa a integrar um circuito de espaços culturais dedicados a grandes nomes da música brasileira. A expectativa é que o local se torne um ponto de referência nacional para fãs, pesquisadores e turistas interessados na trajetória da artista que marcou gerações com sua voz intensa e sua vida profundamente ligada à arte.
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