Consagrado como um dos maiores vendedores de discos da história da música brasileira, o cantor Amado Batista (75) também construiu uma carreira sólida e altamente lucrativa longe dos palcos. Além dos clássicos do brega e do sertanejo que embalam gerações, o artista de 75 anos transformou a pecuária de corte em uma de suas principais frentes de negócios. A paixão pelo campo, que começou ainda no início de sua trajetória musical, evoluiu para um verdadeiro império do agronegócio no coração do Centro-Oeste brasileiro, combinando extensão de terras e manejo de precisão.
A atuação do músico no setor produtivo vai além da simples posse de propriedades rurais: ele participa diretamente da gestão estratégica do rebanho, acompanhando os ciclos de engorda e comercialização do gado.
Localização estratégica e as megafazendas no Centro-Oeste
As operações da criação de gado do cantor estão concentradas em regiões estratégicas para o agronegócio nacional, especialmente nos estados de Goiás e Mato Grosso. Entre os empreendimentos rurais mais conhecidos que fizeram parte de sua trajetória imobiliária está a icônica Fazenda Sol Vermelho, situada no município de Cocalinho (MT), além de propriedades mantidas em território goiano, estado onde o músico fincou suas raízes.
As propriedades rurais do artista se destacam pela infraestrutura completa voltada ao bem-estar animal e à eficiência operacional. Os espaços contam com pistas de pouso privativas para facilitar o deslocamento das equipes e do próprio cantor, grandes represas, áreas de pastagem rotacionada e galpões equipados para o confinamento e nutrição do rebanho em escala industrial.
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Como funciona a criação, raça Nelore e rebanho de milhares de cabeças
A criação do cantor é focada no segmento da pecuária de corte de alta performance. O rebanho é predominantemente composto por bovinos da raça Nelore, escolhida por sua adaptabilidade ao clima tropical, resistência a pragas e excelente rendimento de carcaça para o mercado de carnes. O processo produtivo abrange desde o sistema extensivo de pastagem até o confinamento estratégico nos meses de seca, garantindo que o lote atinja o peso ideal para o abate em tempo reduzido.
Segundo informações apuradas e divulgadas pela revista Veja, o patrimônio do sertanejo ligado ao setor agropecuário alcançou valores estratosféricos. Ao todo são mais de R$ 120 milhões com a venda de bois para corte em um gerenciamento de cerca de 25 mil cabeças de gado.
Já o patrimônio do artista por ultrapassar a casa de R$ 1 bilhão. A estrutura do cantor conta com milhares de cabeças de gado sendo tratadas simultaneamente, gerando um faturamento bruto anual milionário decorrente dos leilões e da venda direta para grandes frigoríficos do país.
Tecnologia no manejo e a força da marca no agronegócio
Para manter o alto padrão de rendimento, as fazendas de Amado Batista empregam tecnologia de ponta no manejo bovino. Isso inclui o acompanhamento genético do plantel, vacinação rigorosa, rastreabilidade individual do gado e o uso de rações balanceadas por zootecnistas para acelerar o ganho de peso sem comprometer a saúde dos animais.
A presença de Amado Batista no agro nacional mostra que o músico soube diversificar seus ganhos da arte para consolidar um patrimônio produtivo de longo prazo. A criação de gado do cantor segue como referência no setor, unindo a força da pecuária brasileira à marca de um dos artistas mais populares do país.
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