O empresário Chris Hughes, que foi um dos fundadores do Facebook, viveu em mansão milionária no bairro de Kalorama, em Washington D.C., Estados Unidos. Ele ficou na propriedade por alguns anos e decidiu fazer um negócio lucrativo com o local. Tanto que ele teve um lucro estimado em R$ 4,3 milhões com a propriedade histórica.

De acordo com o site da Forbes, o executivo vendeu a mansão por US$ 8,75 milhões – aproximadamente R$ 44,4 milhões -, cerca de seis meses após colocar o imóvel à venda no mercado internacional. Com esta venda, ele teve um lucro de cerca de US$ 840 mil (R$ 4,3 milhões), já que tinha comprado o imóvel em 2021 por US$ 7,75 milhões (R$ 40 milhões).

Como é a casa elegante e milionária?

A casa de Chris Hughes é uma mansão no estilo neorromântico, que foi construída em 1905 para o presidente do Lincoln National Bank da época. O local tem 758 metros quadrados, quatro andares, seis quartos, oito banheiros e elevador. A cozinha tem eletrodomésticos modernos, a propriedade tem pé direito de 3,35 metros e a sala de estar tem lareira de mármore.

A suíte principal tem lareira a gás, banheiro com spa e dois closets com bar. O terceiro andar tem um cômodo extra que pode ser escritório ou sala de jogos. Enquanto isso, o subsolo tem academia completa, suíte de hóspedes, sala de mídia e adega climatizada.

Mansão que foi de Chris Hughes - Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes – Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes - Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes – Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
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Mansão que foi de Chris Hughes - Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
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Mansão que foi de Chris Hughes – Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes - Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes – Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes - Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty
Mansão que foi de Chris Hughes – Foto: Reprodução / Coldwell Banker Realty

O bairro de luxo e com vizinhos ricos

Localizado no noroeste da capital americana, o bairro Kalorama, em Washington, combina ruas arborizadas, construções históricas, mansões, apartamentos e residências diplomáticas. O bairro também ganhou projeção internacional por ter sido escolhido como endereço por figuras importantes da política e dos negócios. Entre os moradores mais famosos de sua história estão ex-presidentes dos Estados Unidos, além de personalidades como Barack e Michelle Obama e o empresário Jeff Bezos.

Kalorama fica próximo a regiões conhecidas como Dupont Circle e ao Rock Creek Park. O bairro tem perfil predominantemente residencial e fica relativamente próximo das áreas centrais da capital americana. A região faz parte de uma área maior conhecida como Sheridan-Kalorama, que abriga dois distritos históricos. O Sheridan-Kalorama Historic District foi oficialmente designado em 1989, enquanto o Kalorama Triangle Historic District recebeu a designação em 1987.

A localização ajuda a explicar uma das características mais valorizadas do bairro: a possibilidade de estar próximo de importantes pontos de Washington sem abrir mão de uma atmosfera mais tranquila e residencial.

Conheça a trajetória e o impacto de Chris Hughes

Chris Hughes é uma figura singular no universo da tecnologia e da política global. Nascido em Hickory, na Carolina do Norte, ele ingressou na história da inovação digital ainda muito jovem ao dividir o quarto de dormitório na Universidade Harvard com Mark Zuckerberg e ser um dos cofundadores originais do Facebook em 2004.

No entanto, ao contrário de seus colegas de fundação, Hughes trilhou um caminho único: usou sua expertise em redes e comunicação para revolucionar estratégias políticas digitais, adquiriu mídias tradicionais, tornou-se um influente autor e converteu-se em um dos principais ativistas mundiais no combate aos monopólios de tecnologia e nas propostas de combate à desigualdade social.

Enquanto cursava literatura e história em Harvard, Hughes uniu-se a Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Eduardo Saverin para lançar a rede social original (TheFacebook) dentro do campus acadêmico. Como não era programador, Chris assumiu a responsabilidade pela experiência do usuário, pela identidade visual, pelo suporte aos usuários e pela estratégia de expansão da rede para outras universidades nos Estados Unidos e no mundo. Ele é frequentemente lembrado como a “alma diplomática” dos anos iniciais da empresa.

A revolução na campanha presidencial de Barack Obama (2008)

Em 2007, Hughes tomou a decisão de deixar o Facebook para integrar voluntariamente a campanha presidencial do então senador Barack Obama. Ele criou e gerenciou a plataforma My.BarackObama.com (MyBO), que permitia aos apoiadores organizar eventos locais, arrecadar fundos de maneira descentralizada e engajar voluntários em escala inédita. A estratégia digital coordenada por Hughes é amplamente considerada um dos pilares da vitória histórica de Obama em 2008.

Compra da revista ‘The New Republic’ e negócios no jornalismo

Em 2012, Hughes usou parte de seu patrimônio milionário resultante de suas ações do Facebook para adquirir a histórica revista de política e cultura norte-americana The New Republic, fundada em 1914. Durante seu período como editor-chefe e publisher, tentou transformar a publicação em uma empresa de mídia digital contemporânea. Após divergências editoriais e intensos debates sobre o futuro do jornalismo impresso, vendeu a publicação em 2016.

Ativismo contra o monopólio do Facebook e o livro ‘Fair Shot’

Em maio de 2019, Chris Hughes ganhou manchetes em todo o mundo ao publicar um artigo de opinião histórico no jornal The New York Times pedindo o desmembramento do Facebook (Break Up Facebook). Ele argumentou que a empresa criada por ele e Zuckerberg havia se tornado um monopólio perigoso para a democracia e para a privacidade dos cidadãos, defendendo que o governo dos EUA separasse o Instagram e o WhatsApp da nave-mãe.

Paralelamente, Hughes tornou-se cofundador da organização Economic Security Project e lançou o livro Fair Shot, defendendo ativamente políticas de Renda Básica Universal (RBU) financiadas pela taxação de grandes fortunas e corporações de tecnologia.

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