Um dos nomes de destaque da nova geração do country norte-americano, o cantor e compositor Riley Green (37) mantém uma relação especial com a vida no campo. Natural de Jacksonville, no Alabama, o artista construiu uma carreira marcada por músicas sobre família, relacionamentos e as raízes do Sul dos Estados Unidos, mas é justamente longe dos palcos que encontra um dos principais pontos de conexão com sua história. Em uma propriedade rural no estado onde cresceu, Green reúne animais, objetos antigos e lembranças da família em um espaço que considera um verdadeiro refúgio.
A ligação com o terreno começou muito antes de o cantor se tornar seu proprietário. Green conta que passou a infância correndo pelas matas da região, que pertenciam a seu tio-avô Bill. A proximidade com os avós, bisavós, primos e outros familiares também fez com que ele construísse desde cedo uma relação profunda com aquele pedaço do Alabama.
Hoje, o objetivo é transformar a propriedade em um lugar de encontro para as próximas gerações. Em entrevista à Country Living, o cantor explicou que, com o passar dos anos, a fazenda deixou de representar apenas um espaço para seu próprio descanso e passou a ter importância ainda maior como ponto de reunião da família.
A fazenda que preserva as raízes de Riley Green
A propriedade fica na zona rural do Alabama e mantém características que remetem diretamente ao estilo de vida que acompanha o cantor desde a infância. Green também procura ampliar o território sempre que terrenos vizinhos são colocados à venda, em uma tentativa de preservar e expandir o espaço que considera parte de sua história.
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A rotina no local é bastante diferente daquela vivida durante as turnês. O artista conta que uma das formas preferidas de se desligar do mundo é assumir tarefas como dirigir uma escavadeira ou um trator, arar a terra, roçar, plantar e limpar estradas.
A ausência de sinal de celular acaba ajudando nesse processo de desconexão. Para Green, passar horas trabalhando no campo faz com que o telefone deixe de ter importância e permite que ele se concentre completamente no ambiente ao redor.
A relação com a terra também está associada à família. O cantor cresceu cercado por parentes na região e afirma que só percebeu o quanto essa experiência era incomum depois de sair de casa e conhecer outras partes do mundo.

Animais, carros antigos e lembranças da vida no Sul
A fazenda abriga uma pequena criação de animais que reforça o clima rural da propriedade. Atualmente, Green mantém duas vacas, 12 cabras, dois cavalos, cinco porcos, quatro cachorros e sete galinhas e perus.
A decoração da casa também acompanha a personalidade do cantor. O imóvel tem uma atmosfera de refúgio masculino, com predominância de madeira e couro, cadeiras de balanço antigas e um fogão a lenha. O espaço ainda reúne uma coleção de carros antigos e objetos que remetem às paixões do artista, como troféus de caça, tacos de beisebol e capacetes de futebol americano.
O conjunto transforma a residência em uma espécie de retrato da trajetória pessoal de Green, reunindo referências ao esporte, à caça, aos automóveis antigos e à vida no interior do Alabama.
Do futebol americano aos grandes palcos do country
Antes de se tornar conhecido nacionalmente pela música, Riley Green também teve uma trajetória ligada ao esporte. O cantor foi quarterback da Jacksonville State University, experiência que permanece como parte importante de sua identidade. O Grand Ole Opry destaca justamente a combinação entre o passado como atleta, o gosto pelas atividades ao ar livre e a ligação com o Alabama como características marcantes do artista.
A música, porém, estava presente desde cedo em sua vida. Influenciado pelo avô, Buford Green, que tinha ligação com o universo musical, o artista começou a se apresentar em estabelecimentos do Sul dos Estados Unidos antes de alcançar o reconhecimento nacional.
Em 2018, o EP In a Truck Right Now trouxe “There Was This Girl”, faixa que se tornou um dos primeiros grandes sucessos de Green. No ano seguinte, o cantor lançou o álbum Different ‘Round Here, que ajudou a consolidar seu nome no country contemporâneo.
A consagração veio pouco depois. Em 2020, Green foi escolhido pela Academy of Country Music como New Male Artist of the Year, prêmio que reconheceu sua ascensão dentro do gênero.

O sucesso que levou Riley Green às grandes arenas
A carreira do cantor avançou com sucessos e parcerias que ampliaram seu alcance. “I Wish Grandpas Never Died” se tornou uma de suas músicas mais conhecidas, enquanto “Half of Me”, colaboração com Thomas Rhett, chegou ao topo da parada Country Airplay.
Outro momento importante aconteceu com “Different ‘Round Here”, em parceria com Luke Combs. Segundo o Grand Ole Opry, a música chegou ao primeiro lugar e, em 2023, Green passou a integrar grandes turnês de Luke Combs e Morgan Wallen. Na condição de atração de abertura, chegou a tocar para uma média de aproximadamente 65 mil pessoas por noite.
Em 2023, o cantor lançou Ain’t My Last Rodeo, ampliando uma discografia que combina referências tradicionais do country com histórias inspiradas em sua própria experiência.
Já em 2024, Green apresentou Don’t Mind If I Do. A parceria com Ella Langley em “you look like you love me” se tornou um dos grandes sucessos dessa fase e chegou ao primeiro lugar da Country Airplay. Posteriormente, os dois também alcançaram o topo da parada com “Don’t Mind If I Do”.

O novo momento do cantor
Em setembro de 2026, Riley Green lançou That’s Just Me, seu quarto álbum de estúdio. O trabalho tem 19 faixas e reúne participações de nomes como Brooks & Dunn, Randy Owen, Jake Worthington e Hannah McFarland. O álbum foi produzido por Dann Huff e tem o próprio Green como coprodutor.
A nova fase também amplia a atuação do artista para além da música. Em 2026, Green passou a integrar o elenco da série Marshals, derivada do universo de Yellowstone, e assumiu uma nova função na televisão como técnico do programa The Voice.
Mesmo com o crescimento da carreira, a fazenda permanece como um ponto de equilíbrio. É no terreno onde passou parte da infância que Green encontra uma forma de voltar às origens, trabalhar com as próprias mãos e estar próximo da família.
Mais do que uma propriedade rural, o espaço representa uma tentativa de preservar um modo de vida que o cantor conheceu desde criança. Entre animais, carros antigos, objetos que contam sua história e o trabalho com a terra, Riley Green construiu no Alabama um refúgio que pretende deixar como legado para a família.

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