Recentemente, a influenciadora digital Virginia Fonseca apareceu em um vídeo nas redes sociais enquanto realizava um novo procedimento estético no rosto. Aos 27 anos, Virginia escolheu a tecnologia XERF para cuidar da pele. A novidade chegou recentemente ao Brasil e já virou febre entre celebridades.

Dessa forma, o método consiste em uma radiofrequência monopolar de última geração. O equipamento estimula e reorganiza as fibras de colágeno da face. Consequentemente, o tratamento melhora a firmeza e promove o rejuvenescimento do rosto.

“O XERF tem como principal diferencial a capacidade de trabalhar diferentes planos da pele simultaneamente, com maior possibilidade de personalização. Ao combinar as frequências de 6,78 MHz e 2 MHz, o equipamento permite ajustar o tratamento à anatomia, à espessura da pele e ao grau de flacidez de cada paciente. Isso é importante porque um bom resultado não depende apenas de aplicar energia, mas de saber onde, quanto e por que ela deve ser utilizada”, esclarece o dermatologista Dr. Renato Soriani, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Virginia busca ação personalizada para cada área do rosto

O médico explica que a pele não apresenta a mesma espessura em todas as regiões faciais. “A área ao redor dos olhos, por exemplo, tem características diferentes da mandíbula, do terço inferior da face e do pescoço. Por isso, utilizar sempre uma mesma frequência, na mesma profundidade, nem sempre é a melhor estratégia”, detalha o especialista. Portanto, o tratamento de Virginia se destaca exatamente por essa personalização.

“Durante o procedimento, a energia de radiofrequência emitida pela ponteira percorre os tecidos até uma placa de retorno colocada no corpo do paciente, aquecendo a pele para provocar reorganização das fibras de colágeno existentes e estimular progressivamente a remodelação de colágeno e elastina. Nos planos mais superficiais e intermediários, usamos a frequência de 6,78 MHz, que pode ser combinado à frequência de 2 MHz quando há necessidade de alcançar camadas mais profundas. Assim, conseguimos trabalhar, na mesma sessão, planos dérmicos diferentes”, explica o médico.

Como funciona a tecnologia escolhida por Virginia

Segundo o Dr. Renato Soriani, o XERF oferece três profundidades e dez níveis de intensidade. Por esse motivo, a tecnologia trata a flacidez leve a moderada. Além disso, o procedimento previne o envelhecimento precoce ao criar uma poupança de colágeno.

“É um tratamento muito seguro, confortável e bem tolerado. Isso porque o equipamento conta com um sistema de leitura de impedância, que analisa em tempo real como a pele está respondendo à energia, a tecnologia de pulso Wave Fit™, que divide a entrega de energia em múltiplos pulsos, e um sistema integrado de resfriamento criogênico, que ajuda a controlar a temperatura da epiderme enquanto a radiofrequência aquece os tecidos abaixo da superfície”, destaca o especialista.

Trata-se de um método totalmente sem agulhas. Assim, o paciente não precisa de tempo de repouso e retorna à rotina de forma imediata.

“Existe uma procura crescente por tratamentos não invasivos que melhorem a firmeza e o contorno facial sem mudanças exageradas. O XERF surge nesse cenário como uma opção eficaz para casos bem indicados, com resultados progressivos e preservação das características individuais”, diz o médico.

Resultados do procedimento de Virginia e indicação médica

Uma única sessão pode garantir um resultado muito satisfatório para o paciente. Contudo, o especialista avalia a necessidade de novas aplicações em cada caso.

“Em estudos, participantes que realizaram uma sessão com aplicação de ambas as frequências já apresentaram melhora significativa, com índice de satisfação igual ou superior a sete em dez. Evidências também mostram uma melhora no espessamento, encurtamento e reorganização das fibras de colágeno após o tratamento, com a aplicação das duas frequências produzindo alterações estruturais mais pronunciadas em comparação ao uso isolado da frequência de 6,78 MHz”, destaca o dermatologista.

Apesar dos benefícios vistos no tratamento de Virginia, o Dr. Renato Soriani faz um alerta importante. Afinal, o sucesso do procedimento exige uma avaliação médica criteriosa e individualizada.

“Por isso, é fundamental que o tratamento com o XERF seja realizado com um médico experiente após uma avaliação detalhada das necessidades e características de cada paciente. Vale lembrar que o procedimento é indicado para casos de flacidez leve a moderada, não substituindo a cirurgia plástica em casos em que há excesso importante de pele, daí a necessidade da indicação médica adequada”, conclui o dermatologista.

FONTE: DR. RENATO SORIANI: Dermatologista membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Mestre em Dermatologia pela USP e ex-coordenador do Departamento de Laser e Tecnologias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2017-2021), o médico é CEO da Renascence Dermatologia (Ribeirão Preto/SP) e Key Opinion Leader nacional e mundial de marcas como INMODE, Entera, DEKA e LMG, além de atuar como coordenador e palestrante em congressos nacionais e internacionais. CRMSP 121106 | RQE 29515. Instagram @renatosoriani.dermato

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