Schynaider Moura desabafa após morte da filha e especialista diz: ‘Dores que não cabem nas palavras’

Anne-Marie Garnero, filha de Schynaider Moura, faleceu aos 16 anos de idade. A modelo comoveu as redes sociais ao desabafar sobre a morte da filha

Anne e Schynaider Moura - Foto: Reprodução / Instagram @schynaider
Anne e Schynaider Moura - Foto: Reprodução / Instagram @schynaider

A modelo Schynaider Moura falou pela primeira vez sobre a morte da filha Anne, que faleceu aos 16 anos de idade após sofrer uma parada cardíaca. Anne tinha problema cardíaco. Ela foi diagnosticada com cardiomiopatia dilatada, que é uma condição que aumenta o tamanho do coração e prejudica o bombeamento do sangue.

Na noite da segunda-feira, 22, a mãe falou sobre a dor de perder a filha. “Anne, não existem palavras para explicar as últimas horas que eu estou vivendo… É uma mistura de sentimentos e choque, porque eu penso, mesmo sabendo que você se foi, eu fico esperando você entrar pela porta toda alegre, sorrindo e falando, “cheguei mamãe”. Imaginar que talvez isso nunca possa acontecer. Vai ser muito dolorido, ainda mais do que ja está doendo. Eu nunca acreditei que isso pudesse acontecer…nós vencemos muitas batalhas, e em todas, você se mostrou a menina mais forte, mais generosa, mais maravilhosa e você foi luz, desde o primeiro dia que eu te senti dentro da minha barriga“, disse ela.

O que diz a especialista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista Cintia Castro, psicanalista e psicoembrióloga pelo IBCP Instituto Brasileiro de Ciências e Psicanálise. Especialista em Análise Psico-comportamental, Linguagem Facial e Corporal e Análise Comportamental Corporativa pela Gescon Treinamento e Consultoria. Ela responde.

“Há dores que não cabem nas palavras, e a de uma mãe que se despede de uma filha aos 16 anos é dessas que atravessam o corpo e a alma. Quando a mãe, Schynaider Moura agradece à filha e, ao mesmo tempo, fala da dor imensurável, ela faz algo muito importante:  o  agradecimento. É um fio de sentido lançado ao meio do indizível, é dizer ‘você existiu, você me transformou, você seguirá em mim’ e a dor, reconhecida como imensurável, é um ato de verdade: não há medida possível para o que se rompeu”, declara.

O que é o luto?

Segundo informações do Ministério da Saúde, o luto é um processo natural, caracterizado pelo sofrimento e pela saudade, normalmente desencadeado pela perda de algo ou alguém. A psicanalista fala sobre este momento.

“A identidade materna também se reorganiza. A mãe continua sendo mãe só que de outra forma. Essa passagem é lenta e exige se permitir cair, aceitar ajuda, não dar conta, dizer ‘hoje não’. O amor não acaba com a morte, ele só muda de lugar. A gratidão é o traço desse amor que permanece. O vínculo segue existindo. Entre uma e outra, há um caminho que se faz devagar, à medida de cada dia”, finaliza a psicanalista ao desabafo da modelo Schynaider Moura.

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CONFIRA A PUBLICAÇÃO RECENTE DA MODELO SCHYNAIDER MOURA FALANDO SOBRE A MORTE DA FILHA NAS REDES SOCIAIS:

Cintia Castro (CCM 6.319.783-9) é Psicanalista e Psicoembrióloga pelo IBCP Instituto Brasileiro de Ciências e Psicanálise. Especialista em Análise Psico-comportamental, Linguagem Facial e Corporal e Análise Comportamental Corporativa pela Gescon Treinamento e Consultoria. ABA pela CBI of Miami, Mindfulness pelo Instituto Carla Fragomeni. É palestrante e autora da trilogia: "O Meu Filho é Autista, e Agora?", "O Meu Aluno é Autista, e Agora?" e "O Meu Colaborador é Autista, e Agora?" publicada pela Editora Leader. Idealizadora de Jogos Terapêuticos para desenvolvimento em uso clínico, doméstico e corporativo pela Editora Leader; Coautora do livro "Mulheres na Liderança", do Selo Série Mulheres reconhecido em mais de 172 países e Coautora do livro "Coaching" pela Editora Leader. @cintiacastropsicanalista