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Roseana Sarney compartilha batalha contra o câncer e especialista reforça: ‘Individualização do tratamento’

Diagnosticada com câncer de mama em agosto, Roseana Sarney já está em tratamento; oncologista conversou com a CARAS Brasil para explicar sobre os efeitos colaterais

Roseana Sarney compartilha luta no tratamento contra o câncer e médico explica: 'Individualização do tratamento'
Roseana Sarney compartilha luta no tratamento contra o câncer e médico explica: 'Individualização do tratamento' - Reprodução/Instagram

Roseana Sarney, filha do ex-presidente José Sarney, adotou um novo visual em sua luta contra o câncer de mama. Após iniciar o tratamento com quimioterapia em agosto de 2025, ela decidiu raspar a cabeça, antecipando-se à queda de cabelo, um efeito colateral comum dos medicamentos.

Ao mostrar a foto com a cabeça raspada, Roseana demonstrou otimismo e pediu apoio. “Pronta para mais uma etapa com fé em Deus que tudo dará certo. Conto com as vibrações positivas de todos vocês”.

Entendendo sobre o câncer de mama

Conversamos com o Dr. Jorge Abissamra para entender um pouco mais sobre os desafios do tratamento do câncer de mama. O especialista esclareceu em quais casos ainda é necessário recorrer à quimioterapia tradicional, e quando já se pode indicar terapias diferentes.

“A quimioterapia tradicional continua sendo necessária em tumores agressivos (como triplo-negativo e HER2 positivo em estágios iniciais de alto risco) ou quando não existem alvos moleculares definidos”.

“No entanto, cada vez mais terapias-alvo (como trastuzumabe, pertuzumabe, T-DM1 e inibidores de CDK4/6) e imunoterapias (pembrolizumabe em triplo-negativo) têm sido incorporadas”.

O Dr. Jorge disse que o avanço foi a individualização do tratamento. Ou seja, ele é baseado no perfil do tumor por testes gentílicos, permitindo evitar quimioterapia em casos de menor risco, além de oferecer terapias mais eficazes e menos tóxicas quando possível.

Leia também: Roseana Sarney surge careca em luta contra o câncer

Efeitos colaterais da quimioterapia

O oncologista disse que, no caso de quimioterapia, há queda de cabelo, náuseas, fadiga e baixa de imunidade. Porém, hoje, há protocolos de suporte com antieméticos potentes, fatores de crescimento e até métodos de resfriamento capilar para reduzir alopecia.

“A evolução da medicina trouxe tratamentos mais seletivos e menos tóxicos, além de programas de suporte integrados, que reduzem impacto na qualidade de vida”, finalizou.

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.