Bem-estar e Saúde / O QUE ELE TEVE?

Reynaldo Gianecchini fala sobre diagnóstico e médico alerta: ‘Desafio importante de saúde pública’

Reynaldo Gianecchini desabafou sobre sua batalha envolvendo um diagnóstico; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica o caso

Reynaldo Gianecchini teve um linfoma não-Hodgkin, mas atualmente está completamente recuperado e curado
Reynaldo Gianecchini teve um linfoma não-Hodgkin, mas atualmente está completamente recuperado e curado - Foto: Divulgação/TV Globo

Em 2011, Reynaldo Gianecchini enfrentou a descoberta de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que atinge as células de defesa do organismo. Hoje, ele está completamente recuperado e curado, mas já desabafou sobre o diagnóstico

“Uma doença que derrotei há mais de dez anos. Chegou sem pedir licença e mexeu com todo mundo! Vencemos! Venci! E muitas pessoas vencem todos os dias […] Sejamos persistentes nessa certeza de que, algum dia, a jornada contra essa doença será mais amena. Sejamos todos apoiadores da ciência, não importa em qual área a gente atue”, disse o ator no ano de 2024. 

O que diz o oncologista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame, que explica este diagnóstico.

“O linfoma não-Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, uma rede de vasos e gânglios que funciona como parte da defesa natural do organismo. Ele acontece quando linfócitos, células de defesa, sofrem mutações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando tumores nos linfonodos ou em outros órgãos”, declara. 

Quais os sinais? 

Os sintomas podem variar, mas os mais comuns são:

  • Aumento de gânglios no pescoço, axila ou virilha, geralmente indolores;
  • Podem ocorrer febre persistente;
  • Suores noturnos intensos;
  • Emagrecimento sem causa aparente;
  • Cansaço;
  • Em alguns casos, pode haver aumento do baço ou fígado.

É comum?

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), com dados do ano de 2022, por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. O Dr. Jorge Abissamra Filho aponta. 

“O linfoma não-Hodgkin é um dos cânceres hematológicos mais comuns no Brasil e no mundo. Estima-se que milhares de novos casos sejam diagnosticados a cada ano em nosso país, tornando-se um desafio importante de saúde pública”, diz.

Qual o tratamento?

O tratamento depende do subtipo do linfoma e da sua agressividade. Em muitos casos, utiliza-se quimioterapia combinada com imunoterapia, que atua de forma mais direcionada contra as células doentes.

Novas terapias-alvo e até a imunoterapia celular (como o CAR-T Cell) já estão disponíveis em centros especializados, oferecendo resultados cada vez melhores. O diagnóstico precoce continua sendo fundamental para aumentar as chances de cura.

Leia também: Gloria Perez ‘pede música no Fantástico’ com sucessos no Globoplay: ‘A obra permanece’

CONFIRA UMA PUBLICAÇÃO RECENTE DO ATOR REYNALDO GIANECCHINI NAS REDES SOCIAIS:

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Reynaldo Gianecchini (@reynaldogianecchini)

 

 

Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.