Psicóloga explica surto de Consuelo ao descobrir namoro do filho com ex-amiga em Vale Tudo: ‘Culpa’
Personagem da novela Vale Tudo não aprova namoro do filho com ex-amiga

Consuelo (Belize Pombal) surtou ao descobrir o romance do filho, André (Breno Ferreira), com Aldeíde (Karine Teles) em Vale Tudo. Na novela das nove, as duas começaram como melhores amigas e colegas de trabalho, mas tudo virou do avesso após o segredo ser descoberto.
Nos capítulos atuais exibidos pela Globo, as duas personagens vivem em guerra. Isso porque Consuelo não aceita o namoro e justifica que a ex-amiga viu seu filho crescer, um evidente sinal de etarismo. CARAS Brasil entrevista a psicóloga Larissa Fonseca, especialista em comportamento, sobre o a atitude explosiva da secretária.
“Quando uma mãe vê o filho se apaixonar por alguém que ela não esperava, especialmente alguém mais velho, e ainda por cima uma ex-amiga, o que entra em jogo não é só o amor romântico, mas o lugar que ela mesma ocupa na vida dele. Consuelo não reage só à diferença de idade, mas ao deslocamento simbólico que a relação representa. De repente, quem era ‘da turma dela’ passa a ser do universo afetivo do filho. Isso, em algum momento, bagunçou os papéis para ela mesma”, explica.
Segundo a especialista, a personagem de Belize acredita em um acordo não formalizado entre ela e Aldeíde. Além disso, sua atitude em não desejar o filho com uma pessoa que fez parte do seu ciclo de amizade pode significar mudanças emotivas e sociais entre elas.
“Uma sensação de invasão que pode provocar sentimentos contraditórios: ciúme velado, culpa por não apoiar e, ao mesmo tempo, um desejo de proteger. Consuelo sente que a amiga rompeu um pacto invisível, o pacto das gerações. E toda traição simbólica exige um luto: ela precisa reorganizar o olhar que tem sobre o filho, sobre a amiga e sobre si mesma”, diz.
A expectativa do público sobre o desfecho dessa trama ainda deve durar alguns capítulos. Por outro lado, a psicóloga analisa um possível pedido de perdão de Consuelo a Aldeíde em nome da felicidade do filho.
“Mas o mais interessante é o desfecho: quando ela escolhe colocar a felicidade do filho acima dos seus próprios desconfortos. Isso exige maturidade emocional. Consuelo não aceita porque concorda, mas porque entende que amar alguém também é permitir que ele faça escolhas que não cabem na nossa lógica. E esse é, talvez, um dos maiores desafios de quem ama: continuar presente mesmo quando a vida do outro já não passa mais pelo nosso crivo”, finaliza.