Psicóloga explica a emoção por trás do desabafo de repórter da Globo sobre morte o ex-namorado: ‘Real’

Repórter da TV Globo emocionou seguidores ao compartilhar a despedida do ex-namorado

repórter da Globo
Ben-Hur Correia lamenta morte de ex-companheiro - Foto: Reprodução/Instagram @benhurcorreia

O repórter da TV Globo, Ben-Hur Correia, lamentou a morte do ex-namorado, o médico endocrinologista Lucas Costa, de 38 anos, na última segunda-feira, 22. O jornalista usou as redes sociais para revelar que o amigo sofreu um mal súbito enquanto dormia.

“Amigos, infelizmente perdemos o Lucas. Ele teve um mal súbito enquanto dormia e faleceu na manhã de hoje. Vivemos anos incríveis. Lucas emanava amor. Por isso, peço que rezem por ele e amem muito os seus próximos. É um momento extremamente difícil e pessoal. Obrigado a todos por entender e respeitar”, escreveu Ben-Hur.

Em conversa com a CARAS Brasil, a psicóloga Larissa Fonseca analisou a relação de respeito entre ex-parceiros. Segundo a especialista, nem todo fim de relacionamento precisa ser um rompimento afetivo completo.

“Às vezes, o amor muda de lugar, mas continua existindo em forma de cuidado, respeito ou saudade. O término, por mais doloroso que seja, não apaga o que foi vivido. Ele apenas inaugura uma nova forma de presença: mais silenciosa, mais interna, mas ainda real”, afirma.

Larissa explica que, ao compartilhar a dor da perda do ex-namorado, Ben-Hur revela o quanto os vínculos verdadeiros não se desfazem com a separação. O afeto sobrevive à ausência, ao tempo e até às transformações da relação. “Existe um tipo de amor que, mesmo quando não é mais conjugal, continua sendo humano, íntimo e profundo. Amar não é só dividir uma casa, mas ter história, memória e gratidão”, acrescenta.

De acordo com a psicóloga, o que dita o futuro da relação entre duas pessoas que já se envolveram amorosamente é a consideração e a educação. “Tudo depende de como o término foi vivido. Quando há respeito, diálogo e cuidado mesmo no encerramento, o espaço para esse afeto permanecer se torna possível. E isso não nos diminui, pelo contrário, mostra o quanto fomos capazes de amar com maturidade”, diz.

“A despedida definitiva, como nesse caso, toca um ponto ainda mais sensível: a certeza de que o que tivemos foi especial e significativo pela forma como ele abordou com carinho e lembrança. Quando um amor valeu a pena, mesmo que não tenha durado para sempre, ele continua morando em nós”, complementa.

Larissa Fonseca Psicóloga Clínica* - CRP 06/113289 Doutoranda Unifesp em Ansiedade, Depressão, Estresse, Sono e Sexualidade Feminina Pós Graduação na Universidade Federal de São Paulo Psicóloga Clínica há 16 anos com abordagem cognitiva comportamental. Comunicadora com formação há 22 anos habilidade em linguagem e redação Especialista clínica em Ansiedade, Crise de Pânico, Burnout e Sono. Desenvolvedora de programas de saúde mental corporativa e treinamentos em liderança. Capacitação em psicologia do sono (instituto do sono). Psicofarmacologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUS-HC), Terapia Breve em Emergências pelo instituto Foccus. Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e Membro da Associação Brasileira de Sono (ABS)